Mola Hidatiforme Incompleta: Características e Diagnóstico

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022

Enunciado

A respeito da mola hidatiforme incompleta, também chamada de mola parcial, podemos afirmar que apresenta as seguintes características, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Cariótipo triploide, com origem tanto materna quanto paterna.
  2. B) Presença de embrião.
  3. C) Cariótipo diploide, mas com origem exclusivamente paterna.
  4. D) Confusão mais frequente com aborto retido, em comparação com mola completa.

Pérola Clínica

Mola parcial = cariótipo triploide (69, XXX ou XXY), embrião presente, origem biparental.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme incompleta (parcial) é caracterizada por um cariótipo triploide (69, XXX ou XXY), com um conjunto cromossômico materno e dois paternos. Diferente da mola completa, ela geralmente apresenta tecido fetal ou embrião e é mais comumente confundida com aborto retido.

Contexto Educacional

A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que incluem a mola hidatiforme (completa e incompleta), mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico de sítio placentário. A mola hidatiforme incompleta, ou mola parcial, é uma forma de DTG que resulta da fertilização de um óvulo por dois espermatozoides, levando a um cariótipo triploide (69, XXX, 69, XXY ou 69, XYY). Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e seguimento adequados devido ao risco de desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente. A fisiopatologia da mola parcial envolve a presença de um conjunto cromossômico materno e dois paternos, o que leva a um desenvolvimento anormal do trofoblasto, embora menos exuberante que na mola completa. Ao contrário da mola completa, a mola parcial geralmente apresenta tecido fetal ou embrião, que pode ser viável por um curto período, mas invariavelmente apresenta anomalias graves e restrição de crescimento. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia, que pode mostrar uma placenta aumentada com áreas císticas focais e um feto com anomalias. O tratamento inicial da mola hidatiforme incompleta é a evacuação uterina, geralmente por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem. Após a evacuação, é crucial o seguimento dos níveis séricos de beta-hCG para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente qualquer persistência ou malignização. O prognóstico para a mola parcial é geralmente bom, com menor risco de malignização em comparação com a mola completa, mas o seguimento rigoroso é indispensável para todas as pacientes com DTG.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença genética entre mola hidatiforme completa e incompleta?

A mola completa possui cariótipo diploide (46, XX ou 46, XY) de origem exclusivamente paterna, sem tecido fetal. A mola incompleta possui cariótipo triploide (69, XXX, 69, XXY ou 69, XYY), com um conjunto cromossômico materno e dois paternos, e geralmente apresenta tecido fetal.

Quais são os achados ultrassonográficos típicos da mola hidatiforme incompleta?

Na mola incompleta, o ultrassom pode mostrar um feto ou embrião com restrição de crescimento e anomalias, placenta aumentada com áreas císticas focais ("aspecto em queijo suíço" ou "flocos de neve"), e relação cabeça-abdome desproporcional.

Por que a mola hidatiforme incompleta é frequentemente confundida com aborto retido?

A mola incompleta pode apresentar sangramento vaginal e ausência de batimentos cardíacos fetais, sintomas comuns de aborto retido. Além disso, a presença de tecido fetal e o aspecto ultrassonográfico menos clássico (em comparação com a mola completa) contribuem para essa confusão diagnóstica.

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