Mola Hidatiforme: Diagnóstico e Achados Ultrassonográficos

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Gestante de 22 anos, 10 semanas, apresenta sangramento vaginal volumoso, útero aumentado, ausência de batimento cardíaco fetal. Exame ultrassonográfico: imagem em "flocos de neve". Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Aborto espontâneo.
  2. B) Mola hidatiforme.
  3. C) Gravidez ectópica.
  4. D) Descolamento corial.

Pérola Clínica

Sangramento + útero > IG + 'flocos de neve' no USG = Mola Hidatiforme.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto, apresentando-se classicamente com sangramento e aspecto cístico ao USG.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme faz parte do espectro da Doença Trofoblástica Gestacional (DTG). A mola completa ocorre geralmente pela fertilização de um óvulo vazio por um espermatozoide que se duplica (46,XX), resultando em ausência de tecido fetal. A mola parcial envolve a fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides (triploidia), podendo apresentar tecido fetal. O diagnóstico precoce é vital, pois o sangramento pode ser profuso e há risco de transformação maligna. O sinal de 'flocos de neve' é um marco radiológico que, associado à clínica de útero aumentado e ausência de BCF, direciona o médico para o esvaziamento imediato e seguimento oncológico.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a imagem em 'flocos de neve'?

A imagem em 'flocos de neve' ou 'tempestade de neve' é o achado ultrassonográfico clássico da mola hidatiforme completa. Ela representa a degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas, que aparecem como múltiplas áreas anecoicas (pequenos cistos) entremeadas por ecos de tecidos sólidos dentro da cavidade uterina, sem a presença de saco gestacional ou embrião visível. Esse padrão é patognomônico para a proliferação trofoblástica anormal característica da doença.

Quais são os principais sinais clínicos da mola?

Além do sangramento vaginal volumoso (frequentemente com saída de vesículas), a paciente costuma apresentar um útero com tamanho maior do que o esperado para a idade gestacional. Outros sinais incluem níveis extremamente elevados de beta-hCG, hiperêmese gravídica severa (devido ao estímulo hormonal), desenvolvimento precoce de pré-eclâmpsia (antes de 20 semanas) e presença de cistos tecaluteínicos nos ovários devido à hiperestimulação pelo hCG.

Qual o manejo inicial após o diagnóstico de mola?

O tratamento inicial consiste no esvaziamento uterino, preferencialmente por vácuo-aspiração (AMIU ou aspiração elétrica), que é mais segura e eficaz que a curetagem simples para este volume de tecido. É essencial realizar o acompanhamento pós-molar rigoroso com dosagens semanais de beta-hCG até a negativação (três valores negativos consecutivos), para monitorar a possível evolução para neoplasia trofoblástica gestacional (mola invasora ou coriocarcinoma).

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