Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Paciente de 22 anos chega ao Pronto-socorro com teste de gravidez positivo, amenorreia de 12 semanas e queixando de ter tido sangramento vaginal por 3 dias de pequena quantidade. Ao exame: AU = 18 cm, ausência de bcf, especular com sangramento leve e, ao toque, colo fechado. Diante desse caso, qual é a suspeita diagnóstica MAIS provável?
AU > IG + sangramento + ausência BCF → suspeitar de mola hidatiforme.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto. A desproporção entre o tamanho uterino (maior que o esperado para a idade gestacional) e a ausência de batimentos cardíacos fetais, associada a sangramento, são achados clássicos que direcionam o diagnóstico.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, uma condição caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Embora rara, sua importância clínica reside no potencial de malignização para coriocarcinoma, exigindo diagnóstico e manejo precisos. É mais comum em extremos de idade reprodutiva e em mulheres com histórico prévio de mola. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por achados clínicos como sangramento vaginal no primeiro ou segundo trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional e ausência de batimentos cardíacos fetais. A ultrassonografia é crucial, revelando uma massa intrauterina com múltiplos cistos (aparência de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva') e ausência de feto ou embrião viável. Níveis séricos de hCG geralmente estão muito elevados. O tratamento primário consiste no esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração a vácuo, seguido de um rigoroso acompanhamento dos níveis de hCG para detectar doença trofoblástica gestacional persistente. A contracepção é recomendada durante o período de acompanhamento. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a vigilância é essencial devido ao risco de recorrência e malignização.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, ausência de batimentos cardíacos fetais, níveis elevados de hCG e, por vezes, hiperêmese gravídica. O toque vaginal revela colo fechado e útero amolecido.
A diferenciação é feita principalmente pela ultrassonografia, que revela a imagem característica de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' no útero, sem feto viável. Níveis de hCG desproporcionalmente altos também são sugestivos, ao contrário de abortos retidos ou ameaças de aborto.
A conduta inicial envolve a confirmação diagnóstica por ultrassonografia e dosagem de hCG. Uma vez confirmada, o tratamento de escolha é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para monitorar a regressão da doença e detectar persistência ou malignização.
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