AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Doenças trofoblásticas gestacionais (DTGs) compreendem um grupo heterogêneo de doenças raras que se originam da proliferação atípica do epitélio trofoblástico placentário. A patogênese da DTG é peculiar, uma vez que as lesões maternas são originárias dos tecidos resultantes da fertilização e não de tecidos maternos. Em assim sendo, assinale a alternativa correta.
Mola hidatiforme → sangramento 1º/2º trimestre, beta-HCG elevado, risco de recorrência 1-2% (15-20% se 2 prévias).
A alternativa E descreve corretamente a apresentação clínica comum da gestação molar, sua epidemiologia (1/1000 gestações), fatores de risco (idade materna avançada) e o risco de recorrência, que aumenta significativamente após duas gestações molares prévias. As outras alternativas contêm imprecisões sobre a classificação, prevalência ou níveis de beta-HCG nas DTGs.
As Doenças Trofoblásticas Gestacionais (DTGs) são um espectro de condições que variam de lesões benignas, como a mola hidatiforme completa e parcial, a neoplasias malignas, como a mola invasiva, coriocarcinoma, tumor trofoblástico de sítio placentário (TTSP) e tumor trofoblástico epitelioide (TTE). A compreensão de sua classificação e características é fundamental para o diagnóstico e manejo. A mola hidatiforme é a forma mais comum de DTG, com uma incidência estimada de 1 em cada 1.000 gestações. Clinicamente, manifesta-se frequentemente com sangramento vaginal no primeiro ou início do segundo trimestre, útero maior que o esperado e níveis de beta-HCG desproporcionalmente elevados. Fatores de risco incluem idade materna avançada e história prévia de mola. É crucial reconhecer que, embora o TTSP e o TTE sejam raros, eles geralmente apresentam níveis de beta-HCG apenas moderadamente elevados, e não "extremamente elevados" como o coriocarcinoma. A persistência de níveis elevados de beta-HCG após a curetagem evacuadora, mesmo sem tecido para diagnóstico histopatológico definitivo, é um forte indicativo de Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG) e requer investigação e tratamento. O risco de recorrência da mola hidatiforme é um ponto importante para o aconselhamento e seguimento das pacientes.
Pacientes com gestação molar frequentemente apresentam sangramento vaginal no primeiro ou início do segundo trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, náuseas e vômitos intensos, e níveis de beta-HCG muito elevados.
Os principais fatores de risco incluem idade materna avançada (>35-40 anos) ou muito jovem (<20 anos), história prévia de gestação molar e deficiências nutricionais.
O risco de uma segunda gestação molar é de 1-2%. Se a paciente já teve duas gestações molares, o risco de uma terceira aumenta significativamente para 15-20%, exigindo acompanhamento rigoroso.
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