Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
A mola hidatiforme é uma complicação da gravidez com potencial para evolução para doença com comportamento maligno. O tratamento consiste no vácuo-aspiração do conteúdo uterino seguido do acompanhamento clinico cujo objetivo mais importante consiste em detectar precocemente os casos que apresentem persistência da doença. Sobre o seguimento da mola hidatiforme é INCORRETO afirmar:
Seguimento de mola hidatiforme: βhCG semanal até 3 negativos, depois mensal por 6-12 meses, não 2 anos.
O seguimento da mola hidatiforme é crucial para detectar precocemente a doença trofoblástica persistente. O protocolo padrão envolve dosagens semanais de βhCG até a negativação por três semanas consecutivas, seguido de dosagens mensais por um período de 6 a 12 meses, dependendo do risco e da evolução do caso, mas não por 2 anos para casos de evolução espontânea.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Embora benigna na maioria dos casos, possui potencial para evoluir para doença persistente ou maligna, como o coriocarcinoma. O tratamento inicial consiste no esvaziamento uterino, preferencialmente por vácuo-aspiração, seguido de um rigoroso acompanhamento para monitorar a regressão do βhCG, que é o marcador tumoral da DTG. O protocolo de seguimento é crucial e envolve a dosagem semanal de βhCG até que haja três dosagens consecutivas negativas. Após a negativação, o seguimento continua com dosagens mensais. Para a maioria dos casos de mola hidatiforme completa com evolução espontânea, um período de seis meses de acompanhamento mensal após a negativação do βhCG é considerado adequado. Em casos de mola parcial ou com fatores de risco, o seguimento pode ser estendido para 12 meses. A afirmação de seguimento por 2 anos para casos de evolução espontânea é incorreta, sendo um período excessivamente longo para a maioria das pacientes. É importante que o residente compreenda a importância de um seguimento preciso e a necessidade de aderir aos protocolos estabelecidos. A falha no seguimento ou a interpretação incorreta dos níveis de βhCG podem atrasar o diagnóstico de doença persistente, comprometendo o prognóstico da paciente. Além disso, a anticoncepção rigorosa durante o período de seguimento é fundamental para evitar uma nova gravidez que poderia mascarar a elevação do βhCG devido à DTG.
O objetivo principal do seguimento é detectar precocemente a persistência da doença trofoblástica gestacional (DTG), que pode evoluir para uma forma maligna. A monitorização do βhCG permite identificar essa persistência e iniciar o tratamento adequado rapidamente.
Inicialmente, o βhCG é dosado semanalmente até que se obtenham três resultados consecutivos negativos. Após a negativação, o acompanhamento continua com dosagens mensais por um período de 6 a 12 meses, dependendo do risco e da evolução clínica do paciente.
Sim, a resolução próxima ao termo com esvaziamento tardio da mola hidatiforme está associada a um pior prognóstico. Isso se deve ao maior tempo de exposição do trofoblasto ao útero, aumentando o risco de invasão miometrial e de desenvolvimento de doença trofoblástica persistente ou maligna.
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