UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Multípara, 42 anos de idade, com 12 semanas de amenorreia, com cerca de 08 episódios de vômitos diários e sangramento vaginal discreto há cerca de 3 dias. Ao exame: mucosas descoradas (+/4+), PA de 150/90 mmHg, altura uterina de 17 cm, BCF = inaudível, sangramento vaginal discreto e colo impérvio. Qual o diagnóstico e conduta?
Mola hidatiforme: AU > IG, BCF inaudível, hiperemese, hipertensão precoce, sangramento vaginal.
A mola hidatiforme deve ser suspeitada em gestantes com altura uterina desproporcionalmente grande para a idade gestacional, BCF inaudível, hiperemese grave e hipertensão arterial precoce. A confirmação é feita por ultrassonografia e dosagem elevada de beta-hCG.
A mola hidatiforme, uma forma de doença trofoblástica gestacional, é uma condição rara mas importante no primeiro trimestre da gravidez. Caracteriza-se por uma proliferação anormal do trofoblasto, que pode ser completa ou parcial. Sua importância clínica reside no risco de transformação maligna para coriocarcinoma se não for adequadamente tratada e acompanhada. O diagnóstico da mola hidatiforme é suspeitado por sinais clínicos como sangramento vaginal irregular, hiperemese gravídica desproporcional, hipertensão arterial que surge precocemente na gestação (antes de 20 semanas) e, classicamente, uma altura uterina maior do que a esperada para a idade gestacional. A ausência de batimentos cardíacos fetais em uma gestação viável também é um forte indicativo. A confirmação é feita por ultrassonografia pélvica, que revela a imagem característica de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva', e por níveis séricos de beta-hCG extremamente elevados. A conduta para mola hidatiforme é o esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração a vácuo, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis de beta-hCG para detectar persistência da doença trofoblástica. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento é crucial para identificar e tratar precocemente qualquer complicação.
Os sinais incluem altura uterina maior que a idade gestacional, sangramento vaginal irregular, hiperemese gravídica grave, hipertensão arterial precoce e, frequentemente, ausência de batimentos cardíacos fetais.
A conduta inicial envolve a confirmação diagnóstica com ultrassonografia pélvica e dosagem de beta-hCG. Após a confirmação, o tratamento é o esvaziamento uterino, geralmente por aspiração.
A mola se diferencia pela combinação de AU > IG, níveis de beta-hCG muito elevados, presença de cistos teca-luteínicos nos ovários e o aspecto ultrassonográfico de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva', que não são vistos em abortamentos comuns.
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