SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Paciente de 42 anos foi submetida à curetagem por mola hidatiforme completa há 1 semana e apresenta ambos os ovários com cistos tecaluteínicos. A MELHOR conduta a ser realizada é:
Mola hidatiforme completa + 42 anos + família completa → Histerectomia (reduz risco DTG persistente).
Em mulheres com mola hidatiforme completa que já completaram sua prole, a histerectomia total abdominal é uma opção de tratamento definitiva que reduz significativamente o risco de desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente. Os cistos tecaluteínicos são benignos e regridem espontaneamente.
A mola hidatiforme completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto, sem a presença de tecido fetal. O manejo inicial consiste no esvaziamento uterino, geralmente por aspiração a vácuo ou curetagem. Após o esvaziamento, o acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG é essencial para detectar a doença trofoblástica gestacional persistente (DTGP). Em pacientes que já completaram sua prole, como uma mulher de 42 anos, a histerectomia total abdominal pode ser considerada a 'melhor conduta' após o diagnóstico de mola hidatiforme completa. Embora o esvaziamento uterino seja o tratamento primário, a histerectomia oferece uma taxa de cura mais alta e reduz significativamente o risco de DTGP, eliminando a necessidade de quimioterapia em muitos casos. Os cistos tecaluteínicos são uma complicação comum da mola hidatiforme, resultantes da estimulação ovariana pelos altos níveis de beta-hCG. Eles são benignos, geralmente bilaterais e multiloculados, e regridem espontaneamente à medida que os níveis de beta-hCG diminuem após o tratamento da mola, não necessitando de intervenção cirúrgica. A decisão pela histerectomia deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, o desejo de paridade e o risco de DTGP.
A histerectomia é uma opção para mulheres com mola hidatiforme completa que já completaram sua prole, pois oferece uma forma definitiva de remover o tecido trofoblástico e reduzir o risco de doença trofoblástica gestacional persistente.
Cistos tecaluteínicos são cistos ovarianos benignos que se desenvolvem em resposta aos altos níveis de beta-hCG na mola hidatiforme. Eles regridem espontaneamente à medida que os níveis de beta-hCG diminuem após o esvaziamento uterino, não necessitando de intervenção cirúrgica.
O acompanhamento padrão envolve a dosagem semanal de beta-hCG até a negativação por três semanas consecutivas, seguida de dosagens mensais por seis a doze meses, dependendo do tipo de mola e do risco de doença persistente.
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