UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Mulher de 27 anos, foi submetida ao esvaziamento uterino por gestação molar, e os restos ovulares foram encaminhados para avaliação anatomopatológica, confirmando o diagnóstico de mola hidatiforme completa. Nesse caso, como deve ser o seguimento pós-esvaziamento uterino?
Mola hidatiforme completa → b-hCG semanal até negativação, depois mensal por 6 meses.
O seguimento pós-esvaziamento de mola hidatiforme completa é crucial para detectar precocemente a persistência da doença trofoblástica gestacional. Envolve a dosagem semanal de b-hCG quantitativo até a negativação por três semanas consecutivas, seguida de monitoramento mensal por um período de seis meses.
A mola hidatiforme completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto, sem a presença de tecido fetal viável. Após o diagnóstico e o esvaziamento uterino, o seguimento rigoroso é fundamental para identificar precocemente a persistência da doença ou a transformação maligna em coriocarcinoma, uma condição grave. A fisiopatologia da mola envolve a fertilização de um óvulo anucleado por um ou dois espermatozoides, resultando em um cariótipo diploide de origem paterna. O principal marcador para o seguimento é o b-hCG quantitativo, que reflete a atividade do trofoblasto. A queda progressiva dos níveis de b-hCG indica a regressão da doença, enquanto a estagnação ou elevação sugere persistência ou progressão. O protocolo de seguimento padrão para mola hidatiforme completa envolve a dosagem semanal de b-hCG quantitativo até que os níveis se tornem negativos por três semanas consecutivas. Após essa negativação, o monitoramento deve ser mantido mensalmente por mais seis meses. Durante esse período, a paciente deve ser orientada a evitar nova gestação, utilizando métodos contraceptivos eficazes, pois uma nova gravidez dificultaria a interpretação dos níveis de b-hCG.
O b-hCG quantitativo é o marcador tumoral mais importante para monitorar a regressão da doença trofoblástica gestacional após o esvaziamento. Níveis elevados ou em ascensão podem indicar persistência da mola ou desenvolvimento de coriocarcinoma.
Após a negativação do b-hCG por três semanas consecutivas, o monitoramento deve continuar mensalmente por um período de seis meses para mola hidatiforme completa, a fim de detectar qualquer recorrência tardia.
A ultrassonografia transvaginal não é um exame de rotina no seguimento da mola hidatiforme, sendo reservada para casos de sangramento persistente, suspeita de doença trofoblástica gestacional persistente ou para avaliar a cavidade uterina antes de uma nova gestação.
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