Mola Hidatiforme Completa: Diagnóstico e Complicações

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

G.M.V., 37 anos, GIII PII 1C1N A0, IG 17 semanas, sem ultrassonografia prévia, deu entrada no PSO com quadro de sangramento vaginal escuro, em moderada quantidade, além de vômitos incoercíveis, taquicardia e fraqueza muscular. Ao exame físico: AU 20 cm; BCF inaudível; PA 170x90 mmHg, TV bimanual: colo amolecido, impérvio. Abdome: DB negativo. Paciente nega comorbidades. De acordo com o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que representa o diagnóstico e a complicação mais prováveis:

Alternativas

  1. A) Prenhez ectópica íntegra; síndrome hipertensiva gestacional.
  2. B) Aborto incompleto; hipertensão transitória da gestação.
  3. C) Aborto completo; hipertireoidismo.
  4. D) Ameaça de aborto; hipotireoidismo.
  5. E) Mola hidatiforme completa; doença hipertensiva específica da gestação.

Pérola Clínica

Sangramento + AU > IG + Hiperêmese + Hipertensão < 20 sem = Mola Hidatiforme.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme completa frequentemente apresenta útero maior que o esperado, níveis altíssimos de hCG (causando hiperêmese e tireotoxicose) e pré-eclâmpsia antes das 20 semanas.

Contexto Educacional

A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) engloba um espectro de tumores originados do trofoblasto. A mola hidatiforme completa é a forma benigna mais comum, mas com potencial de invasão. O diagnóstico precoce é vital para prevenir complicações graves como a tempestade tireotóxica, embolia trofoblástica e a evolução para neoplasia trofoblástica gestacional. O seguimento pós-esvaziamento com dosagens semanais de hCG é obrigatório para garantir a remissão da doença.

Perguntas Frequentes

Por que a mola hidatiforme causa pré-eclâmpsia precoce?

A pré-eclâmpsia que ocorre antes de 20 semanas de gestação é um sinal patognomônico de doença trofoblástica gestacional (mola hidatiforme). A fisiopatologia envolve a proliferação trofoblástica anormal e a liberação massiva de fatores antiangiogênicos na circulação materna, levando à disfunção endotelial sistêmica e hipertensão muito antes do período habitual da gestação única normal.

Quais os principais sinais clínicos da mola completa?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal (frequentemente em 'suco de ameixa'), útero com volume maior que o esperado para a idade gestacional, ausência de batimentos cardiofetais, hiperêmese gravídica severa (devido aos níveis extremos de hCG) e, ocasionalmente, sinais de hipertireoidismo e cistos tecaluteínicos ovarianos bilaterais.

Como diferenciar mola completa de mola parcial?

A mola completa é diploide (46,XX ou 46,XY, origem paterna), não apresenta tecido fetal e tem vilosidades totalmente hidrópicas. A mola parcial é triploide (69,XXX ou 69,XXY), apresenta tecido fetal ou restos embrionários e vilosidades com hidropisia focal. Clinicamente, a mola completa tem níveis de hCG muito mais elevados e maiores taxas de malignização.

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