SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Considere a situação a seguir: Uma paciente de 23 anos comparece ao ambulatório de ginecologia referindo sangramento vaginal irregular e hiperêmese grave há cinco semanas. O exame físico revela útero aumentado para 14 semanas de gestação, inconsistente coma idade gestacional estimada. A ultrassonografia transvaginal evidencia múltiplas estruturas císticas intrauterinas, sem a presença de embrido ou saco gestacional. Diante do quadro, a paciente é submetida a esvaziamento uterino e o material obtido é encaminhado para analise histopatológica. Em face do caso clínico apresentado, qual dos achados histopatológicos a seguir seria considerado patognomônico da mola hidatiforme completa? Assinale a alternativa CORRETA.
Mola hidatiforme completa → ausência de embrião + hiperplasia trofoblástica difusa + vilosidades hidrópicas.
A mola hidatiforme completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e pela proliferação difusa e atípica do trofoblasto, com vilosidades coriais hidrópicas. Esses achados histopatológicos são cruciais para o diagnóstico diferencial com a mola parcial e outras condições gestacionais.
A mola hidatiforme completa é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, uma condição rara mas importante na ginecologia e obstetrícia. Caracteriza-se pela proliferação anormal do trofoblasto após a fertilização de um óvulo sem material genético por um ou dois espermatozoides, resultando em um cariótipo diploide de origem paterna. Sua importância clínica reside no risco de transformação maligna em neoplasia trofoblástica gestacional. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por sinais clínicos como sangramento vaginal irregular, útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional e hiperêmese grave, além de níveis de hCG muito elevados. A ultrassonografia transvaginal é fundamental, mostrando uma imagem de 'tempestade de neve' devido às vilosidades hidrópicas e ausência de feto. O diagnóstico definitivo é histopatológico após o esvaziamento uterino. O tratamento inicial é o esvaziamento uterino, geralmente por aspiração a vácuo. O acompanhamento pós-esvaziamento com dosagens seriadas de hCG é essencial para detectar persistência da doença ou desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional. A compreensão dos achados histopatológicos patognomônicos, como a ausência de embrião e a hiperplasia trofoblástica difusa, é vital para o manejo adequado e para a preparação para provas de residência.
Sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese grave e níveis elevados de hCG são achados clínicos comuns na mola hidatiforme completa.
A ultrassonografia transvaginal tipicamente revela uma massa intrauterina heterogênea com múltiplas áreas císticas, conhecida como imagem de 'tempestade de neve', e ausência de saco gestacional ou embrião.
A mola completa apresenta proliferação trofoblástica difusa e ausência de tecido fetal, enquanto a mola parcial tem proliferação trofoblástica focal e pode conter tecido fetal.
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