UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Em relação à Moléstia Trofoblástica Gestacional, assinale a alternativa CORRETA:
Mola hidatiforme completa → cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) de origem paterna.
A mola hidatiforme completa é caracterizada pela fertilização de um óvulo "vazio" por um ou dois espermatozoides, resultando em material genético exclusivamente paterno e um cariótipo diploide, sem tecido fetal. O seguimento pós-molar é crucial mesmo após histerectomia devido ao risco de doença trofoblástica gestacional persistente.
A Moléstia Trofoblástica Gestacional (MTG) é um espectro de doenças que inclui a mola hidatiforme (completa e incompleta), mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico de sítio placentário. É uma condição rara, mas importante na obstetrícia, com potencial de malignização. A compreensão de suas características citogenéticas e clínicas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A mola hidatiforme completa resulta da fertilização de um óvulo sem material genético por um espermatozoide que se duplica (46,XX) ou por dois espermatozoides (46,XY), sendo todo o material genético de origem paterna. Não há feto ou embrião. Já a mola hidatiforme incompleta ocorre pela fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides, resultando em um cariótipo triploide (69,XXY, 69,XXX ou 69,XYY), com presença de tecido fetal e placentário anormal. O diagnóstico é feito por ultrassonografia e dosagem de beta-hCG. O tratamento inicial geralmente envolve esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. O seguimento pós-molar com dosagens semanais de beta-hCG é crucial para detectar doença trofoblástica gestacional persistente, que pode necessitar de quimioterapia. Mesmo após histerectomia, o seguimento é obrigatório. O prognóstico é geralmente bom com tratamento e seguimento adequados.
A mola completa é diploide (46,XX ou 46,XY) de origem paterna, sem tecido fetal e com maior risco de malignização. A mola incompleta é triploide (69,XXY, 69,XXX ou 69,XYY) com origem materna e paterna, geralmente com tecido fetal e menor risco de malignização.
Sim, o seguimento pós-molar com dosagem de hCG é indispensável mesmo após histerectomia, pois ainda existe risco de desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma.
O rastreamento é feito principalmente pela ultrassonografia, que pode identificar a imagem característica de "cacho de uvas" na mola completa ou achados sugestivos na mola incompleta, e pela dosagem de beta-hCG sérico.
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