HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Paciente primigesta, com 10 semanas de gestação, dá entrada no pronto-socorro por sangramento vaginal. Ao exame, apresenta colo impérvio, útero aumentado para 14 semanas, ß-HCG positivo com valor bem maior que o esperado. Ao ultrassom, não se visualiza embrião e há presença de material ecogênico e múltiplas vesículas. Qual sua hipótese diagnóstica?
Mola completa → útero > IG, β-HCG ↑↑, USG "cacho de uva" sem embrião.
A mola hidatiforme completa é caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto, sem tecido fetal. Os achados clássicos incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, níveis de β-HCG extremamente elevados e imagem ultrassonográfica de "tempestade de neve" ou "cacho de uva", sem embrião ou feto.
A mola hidatiforme completa é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição rara mas importante na obstetrícia. Caracteriza-se pela proliferação anormal do trofoblasto, sem a presença de tecido fetal, resultante da fertilização de um óvulo "vazio" por um ou dois espermatozoides. É crucial para residentes reconhecerem seus sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico da mola completa baseia-se na tríade de sangramento vaginal irregular no primeiro trimestre, útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional e níveis séricos de β-HCG marcadamente elevados. A ultrassonografia é o método diagnóstico confirmatório, mostrando um padrão ecogênico heterogêneo com múltiplas áreas císticas, sem evidência de saco gestacional, embrião ou feto. O tratamento primário consiste na esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. O prognóstico é geralmente bom, mas o acompanhamento rigoroso do β-HCG é essencial para detectar a persistência da doença ou o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional, que pode exigir quimioterapia. A compreensão dessa patologia é vital para evitar complicações graves e garantir a saúde reprodutiva futura da paciente.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica grave e níveis de β-HCG sérico anormalmente elevados.
O ultrassom é crucial, revelando uma massa intrauterina ecogênica com múltiplas áreas císticas (aspecto de "tempestade de neve" ou "cacho de uva"), ausência de embrião ou feto e ausência de líquido amniótico.
O acompanhamento semanal do β-HCG é fundamental para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a persistência trofoblástica ou o desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente/neoplasia trofoblástica gestacional.
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