Mola Hidatiforme Completa: Diagnóstico e Sinais Chave

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Paciente primigesta, com 10 semanas de gestação, dá entrada no pronto-socorro por sangramento vaginal. Ao exame, apresenta colo impérvio, útero aumentado para 14 semanas, ß-HCG positivo com valor bem maior que o esperado. Ao ultrassom, não se visualiza embrião e há presença de material ecogênico e múltiplas vesículas. Qual sua hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Prenhez ectópica.
  2. B) Mola parcial.
  3. C) Abortamento incompleto.
  4. D) Neoplasia endometrial.
  5. E) Mola completa. 

Pérola Clínica

Mola completa → útero > IG, β-HCG ↑↑, USG "cacho de uva" sem embrião.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme completa é caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto, sem tecido fetal. Os achados clássicos incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, níveis de β-HCG extremamente elevados e imagem ultrassonográfica de "tempestade de neve" ou "cacho de uva", sem embrião ou feto.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme completa é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição rara mas importante na obstetrícia. Caracteriza-se pela proliferação anormal do trofoblasto, sem a presença de tecido fetal, resultante da fertilização de um óvulo "vazio" por um ou dois espermatozoides. É crucial para residentes reconhecerem seus sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico da mola completa baseia-se na tríade de sangramento vaginal irregular no primeiro trimestre, útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional e níveis séricos de β-HCG marcadamente elevados. A ultrassonografia é o método diagnóstico confirmatório, mostrando um padrão ecogênico heterogêneo com múltiplas áreas císticas, sem evidência de saco gestacional, embrião ou feto. O tratamento primário consiste na esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. O prognóstico é geralmente bom, mas o acompanhamento rigoroso do β-HCG é essencial para detectar a persistência da doença ou o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional, que pode exigir quimioterapia. A compreensão dessa patologia é vital para evitar complicações graves e garantir a saúde reprodutiva futura da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da mola hidatiforme completa?

Os principais sinais incluem sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica grave e níveis de β-HCG sérico anormalmente elevados.

Como o ultrassom auxilia no diagnóstico da mola completa?

O ultrassom é crucial, revelando uma massa intrauterina ecogênica com múltiplas áreas císticas (aspecto de "tempestade de neve" ou "cacho de uva"), ausência de embrião ou feto e ausência de líquido amniótico.

Qual a importância do acompanhamento do β-HCG após o tratamento da mola?

O acompanhamento semanal do β-HCG é fundamental para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a persistência trofoblástica ou o desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente/neoplasia trofoblástica gestacional.

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