Doença Trofoblástica Gestacional: Fisiopatologia da Mola Completa

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Marque a alternativa CORRETA com relação à doença trofoblástica gestacional:

Alternativas

  1. A) A mola completa, mola parcial e coriocarcinoma compõem as formas clínicas malignas da doença trofoblástica gestacional
  2. B) A mola completa decorre de uma anomalia do ovo, em que o “óvulo” materno perde seu DNA, sendo fertilizado por dois espermatozoides (dispermia) ou por apenas um espermatozoide que duplica seu DNA (duplicação)
  3. C) O método preferente para realizar-se o esvaziamento uterino é a curetagem uterina.
  4. D) A histerectomia é técnica importante para efetuar-se o diagnóstico de doença trofoblástica gestacional.

Pérola Clínica

Mola completa = óvulo sem DNA + fertilização por 1 espermatozoide (duplica) ou 2 espermatozoides.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme completa é uma anomalia gestacional caracterizada pela ausência de material genético materno no óvulo, que é fertilizado por um ou dois espermatozoides. Isso resulta em um cariótipo diploide de origem paterna, levando ao desenvolvimento anormal do trofoblasto sem embrião viável.

Contexto Educacional

A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que variam desde a mola hidatiforme benigna até as formas malignas, como o coriocarcinoma. É uma patologia importante na ginecologia e obstetrícia, com incidência variável globalmente, sendo mais comum em algumas regiões. O entendimento de sua fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A mola hidatiforme completa é caracterizada por um óvulo sem material genético materno, fertilizado por um espermatozoide que duplica seu DNA (46,XX) ou por dois espermatozoides (46,XX ou 46,XY). Isso leva a uma proliferação anormal do trofoblasto, sem desenvolvimento fetal viável. O diagnóstico é feito por ultrassonografia e dosagem de beta-hCG, seguido de confirmação histopatológica após o esvaziamento uterino. O tratamento inicial da mola hidatiforme é o esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração a vácuo, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis de beta-hCG para detectar a persistência da doença ou o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional. A histerectomia pode ser considerada em casos selecionados, especialmente em mulheres que não desejam mais gestar e apresentam alto risco de malignização.

Perguntas Frequentes

Quais são as formas clínicas da doença trofoblástica gestacional?

As formas clínicas da doença trofoblástica gestacional incluem a mola hidatiforme (completa e parcial), mola invasora, coriocarcinoma e tumor trofoblástico de sítio placentário, que variam em potencial de malignidade.

Qual a diferença genética entre mola completa e parcial?

A mola completa é diploide (46,XX ou 46,XY) de origem paterna exclusiva, sem material genético materno. Já a mola parcial é triploide (69,XXY ou 69,XYY) com um conjunto de cromossomos maternos e dois paternos.

Qual o método preferencial para esvaziamento uterino na mola?

A aspiração manual intrauterina (AMIU) ou a vácuo-aspiração são os métodos preferenciais para o esvaziamento uterino da mola hidatiforme, devido à sua segurança, eficácia e menor risco de complicações em comparação com a curetagem uterina.

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