SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Mulher de 25 anos chega à emergência obstétrica, com sangramento genital aumentado, sem cólica, há três dias. Traz consigo dosagem sérica da fração beta do HCG com valor de 1500UI. Pela data da sua menstruação, acha que está com 11 semanas de gravidez. O exame físico confirmou sangramento uterino com fundo uterino ultrapassando a sínfise púbica em quatro centímetros. O exame ultrassonográfico revela massa intrauterina ecogênica completa contendo vários espaços císticos pequenos. Tecidos fetais e saco amniótico ausentes. De acordo com o quadro acima, é CORRETO afirmar que
Mola completa = cariótipo 46,XX (paterno) ou 46,XY (paterno), sem tecido fetal, hidropsia difusa de vilosidades.
A mola hidatiforme completa é caracterizada pela proliferação trofoblástica difusa e hidropsia de todas as vilosidades, ausência de tecido fetal e saco amniótico, e um cariótipo diploide de origem paterna (46,XX ou 46,XY), resultando em níveis muito elevados de beta-HCG.
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) abrange um espectro de condições, sendo a mola hidatiforme a forma mais comum. A mola hidatiforme completa é uma gravidez anormal resultante da fertilização de um óvulo sem material genético por um espermatozoide que se duplica (46,XX) ou por dois espermatozoides (46,XY), resultando em um cariótipo diploide de origem exclusivamente paterna. Clinicamente, a mola completa pode se apresentar com sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese gravídica e níveis de beta-HCG anormalmente elevados. A ultrassonografia é fundamental para o diagnóstico, revelando uma massa intrauterina heterogênea com múltiplos espaços císticos (aparência de "tempestade de neve" ou "cachos de uva"), sem evidência de tecido fetal ou saco amniótico. A hidropsia de vilosidades é uma característica histopatológica marcante da mola completa, onde todas as vilosidades coriais estão edemaciadas e há proliferação trofoblástica difusa. O diagnóstico diferencial com mola parcial (que geralmente tem tecido fetal e cariótipo triploide) é crucial para o manejo e acompanhamento, devido ao maior risco de malignização da mola completa.
A ultrassonografia da mola completa revela uma massa intrauterina ecogênica com múltiplos espaços císticos pequenos ("tempestade de neve" ou "cachos de uva"), ausência de embrião/feto e saco amniótico, e ausência de líquido amniótico.
O cariótipo mais comum na mola hidatiforme completa é 46,XX, de origem paterna (duplicação do material genético de um espermatozoide haploide que fertiliza um óvulo "vazio"). Menos frequentemente, pode ser 46,XY.
Na mola hidatiforme completa, os níveis de beta-HCG são tipicamente muito elevados para a idade gestacional, frequentemente acima de 100.000 mUI/mL, devido à proliferação trofoblástica intensa.
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