Mola Hidatiforme Completa: Diagnóstico e Achados Chave

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2019

Enunciado

Gestante primigesta, 21 anos, dá entrada no pronto-atendimento da Maternidade do Hospital de Clínicas da UFPR referindo dor abdominal, vômitos intensos e sangramento vaginal em moderada quantidade. Nega comorbidades, tabagismo ou uso de entorpecentes. Refere seguimento pré-natal em UBS, no entanto não trouxe o cartão de pré-natal. Idade gestacional pelo tempo de amenorreia de 12 semanas. O exame físico demonstrou altura uterina na cicatriz umbilical, batimentos cardíacos inaudíveis e eliminação de vesículas douradas pelo orifício cervical interno ao exame especular. Na ecografia não foi visualizado embrião e foi observada a seguinte imagem ocupando toda a cavidade uterina: Considerando a história clínica e a imagem ecográfica, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O tratamento é o esvaziamento intrauterino, sendo a curetagem o método primário de eleição.
  2. B) Provavelmente se trata de mola hidatiforme completa, sendo que os valores de beta- hCG, geralmente, estão acima de 100.000 mUI/ml.
  3. C) O diagnóstico de mola hidatiforme incompleta não pode ser descartado, sendo que a confirmação diagnóstica se faz pelo achado anátomo-patológico de degeneração hidrópica e edema viloso difuso. 
  4. D) Em caso de mola hidatiforme completa, o risco de progressão para formas malignas é menor que 5%.
  5. E) O esvaziamento molar é prioridade frente às complicações clínicas associadas à mola, como a tireotoxicose ou a hipertensão arterial. 

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