FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
A mola hidatiforme completa é uma neoplasia das vilosidades coriais. O uso da ultrassonografia no início da gravidez tem levado ao diagnóstico cada vez mais precoce. A dosagem da beta hCG é fundamental, porém o diagnóstico final é histopatológico. São características microscópicas da mola hidatiforme completa:
Mola hidatiforme completa = degeneração hidrópica difusa das vilosidades coriais + hiperplasia trofoblástica + ausência de feto.
A mola hidatiforme completa é caracterizada microscopicamente pela degeneração hidrópica generalizada das vilosidades coriais, proliferação trofoblástica difusa e ausência de tecido fetal. Esses achados são cruciais para o diagnóstico histopatológico definitivo.
A mola hidatiforme completa é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, uma condição caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. O diagnóstico precoce é cada vez mais comum devido ao uso disseminado da ultrassonografia no início da gravidez, que pode revelar uma imagem de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' no útero, além de níveis de beta hCG desproporcionalmente elevados. No entanto, o diagnóstico final e definitivo da mola hidatiforme completa é sempre histopatológico, após a curetagem uterina ou histerectomia. Microscopicamente, as características distintivas incluem a degeneração hidrópica generalizada e cística das vilosidades coriais, a proliferação difusa e atípica do trofoblasto (tanto citotrofoblasto quanto sinciciotrofoblasto) e a ausência completa de tecido fetal ou embrião. Essas características a diferenciam da mola parcial e de outras condições gestacionais. O reconhecimento dessas características é crucial para o patologista e para o clínico, pois a mola hidatiforme completa possui um risco maior de malignização para coriocarcinoma em comparação com a mola parcial. O manejo subsequente envolve o acompanhamento rigoroso dos níveis de beta hCG para detectar e tratar precocemente qualquer persistência da doença trofoblástica.
A mola completa apresenta degeneração hidrópica difusa das vilosidades, hiperplasia trofoblástica difusa e ausência de tecido fetal. A mola parcial, por outro lado, tem degeneração hidrópica focal, proliferação trofoblástica focal e geralmente presença de tecido fetal ou embrião dismórfico.
A dosagem de beta hCG é fundamental para a suspeita diagnóstica, pois níveis séricos muito elevados e desproporcionais à idade gestacional são comuns na mola hidatiforme. No entanto, o diagnóstico definitivo é sempre histopatológico.
A degeneração hidrópica das vilosidades coriais é um achado patognomônico da mola hidatiforme, refletindo o acúmulo de líquido no estroma das vilosidades devido à ausência de vascularização fetal e à proliferação trofoblástica anormal, sendo difusa na mola completa.
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