Mola Hidatiforme Completa: Características e Riscos

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023

Enunciado

É característico da mola hidatiforme completa, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Cariótipo sempre diploide.
  2. B) Feto ausente.
  3. C) É formada por genoma paterno.
  4. D) Baixo risco (<1%) de desenvolver doença trofoblástica gestacional.
  5. E) Presença de degeneração hidrópica de todas as vilosidades coriais.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme completa: alto risco (15-20%) de doença trofoblástica gestacional persistente.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme completa, caracterizada por cariótipo diploide de origem paterna e ausência fetal, apresenta um risco significativo de progressão para doença trofoblástica gestacional persistente (15-20%), incluindo coriocarcinoma, o que exige acompanhamento rigoroso.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) que se caracteriza pela proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriais. É uma condição rara, mas importante, que exige diagnóstico e manejo adequados devido ao seu potencial de malignização. A epidemiologia varia globalmente, sendo mais comum em algumas regiões da Ásia. Sua importância clínica reside no risco de complicações agudas e no desenvolvimento de DTG persistente ou coriocarcinoma. Fisiopatologicamente, a mola hidatiforme completa resulta da fertilização de um óvulo sem material genético por um espermatozoide que duplica seu próprio material (46,XX) ou por dois espermatozoides (46,XY), resultando em um cariótipo diploide de origem exclusivamente paterna. Não há desenvolvimento de tecido fetal. O diagnóstico é suspeitado por ultrassonografia (útero "em flocos de neve", ausência de feto) e níveis muito elevados de beta-hCG. É crucial suspeitar em casos de sangramento vaginal no primeiro trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional e hiperemese gravídica grave. O tratamento inicial da mola hidatiforme completa é a evacuação uterina, geralmente por aspiração a vácuo. Após a evacuação, o acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG é essencial para detectar a doença trofoblástica gestacional persistente, que ocorre em 15-20% dos casos. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a vigilância é fundamental para identificar e tratar precocemente qualquer persistência ou malignização.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre mola hidatiforme completa e parcial?

A mola completa tem cariótipo diploide (geralmente 46,XX ou 46,XY) de origem paterna, sem tecido fetal e com degeneração hidrópica difusa. A mola parcial tem cariótipo triploide (geralmente 69,XXY), com tecido fetal e degeneração hidrópica focal.

Qual o risco de doença trofoblástica gestacional persistente após uma mola completa?

Após uma mola hidatiforme completa, o risco de desenvolver doença trofoblástica gestacional persistente, incluindo coriocarcinoma, é de aproximadamente 15% a 20%, necessitando de acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG.

Como é o cariótipo da mola hidatiforme completa?

O cariótipo da mola hidatiforme completa é sempre diploide, geralmente 46,XX (90%) ou 46,XY (10%), e é de origem exclusivamente paterna, resultante da fertilização de um óvulo "vazio" por um ou dois espermatozoides.

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