Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
A doença trofoblástica gestacional refere-se a uma variedade de tumores com origem na placenta. Sobre essa patologia, é correto afirmar:
Mola completa = cariótipo diploide (mais comum 46XX), origem inteiramente paterna (androgenética).
A mola hidatiforme completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por um cariótipo diploide (geralmente 46XX, menos comum 46XY), onde todo o material genético é de origem paterna. Não há tecido fetal ou embrionário viável, e o risco de transformação em neoplasia trofoblástica gestacional é maior do que na mola parcial.
A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que se originam da proliferação anormal do trofoblasto, incluindo a mola hidatiforme (completa e parcial) e a neoplasia trofoblástica gestacional. A mola hidatiforme completa é uma condição pré-maligna caracterizada pela ausência de tecido fetal e pela proliferação difusa e edematosa das vilosidades coriônicas. Geneticamente, a mola completa é tipicamente diploide (46,XX em cerca de 90% dos casos, ou 46,XY), e todo o material genético é de origem paterna, resultante da fertilização de um óvulo 'vazio' por um ou dois espermatozoides. Em contraste, a mola parcial é triploide (69,XXY ou 69,XYY), com um conjunto de cromossomos maternos e dois paternos, e pode conter tecido fetal não viável. O manejo da mola hidatiforme envolve o esvaziamento uterino e o acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG para detectar a persistência da doença ou a progressão para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG), que é mais comum após a mola completa. A imunoglobulina anti-Rh é geralmente administrada a pacientes Rh-negativas para prevenir a sensibilização.
A mola completa tem cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) de origem exclusivamente paterna. A mola parcial é triploide (69,XXY ou 69,XYY), com dois conjuntos de cromossomos paternos e um materno, e pode conter tecido fetal não viável.
O risco de neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) é maior após mola completa (15-20%) do que após mola parcial (0.5-5%). O acompanhamento com dosagem de hCG é fundamental para detectar a progressão.
A imunoglobulina anti-Rh é geralmente administrada a pacientes Rh-negativas após esvaziamento de mola, pois há risco de sensibilização materna ao antígeno Rh, mesmo na ausência de tecido fetal viável.
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