Mola Hidatiforme Completa: Fisiopatologia e Genética

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019

Enunciado

A fisiopatologia da mola hidatiforme completa é representada por

Alternativas

  1. A) células com material genético exclusivamente paterno, de padrão diploide, ou seja, fertilização de um óvulo, desprovido de seus cromossomos, por um ou por dois espermatozoides.
  2. B) células de padrão triploide ou tetraploide, resultantes da fertilização de um óvulo por dois ou três espermatozoides, com frequentes perdas fetais e menor risco para desenvolvimento de doença molar persistente.
  3. C) estímulo proliferativo no citotrofoblasto, resultando em tecido espesso, circundando vilosidades edematosas e acelulares, além de cariótipos de padrão triploide ou tetraploide, com risco de doença molar persistente.
  4. D) cromossomos sexuais exclusivamente paternos resultando na expressão de inibidores do ciclo celular, o que confere o aspecto morfológico clássico de cisternas com citotroblasto proliferado e riscos baixos de doença molar persistente.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme completa = óvulo sem material genético + 1 ou 2 espermatozoides → cariótipo 46,XX ou 46,XY, exclusivamente paterno.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme completa resulta da fertilização de um óvulo que perdeu seu material genético por um espermatozoide haploide (que se duplica) ou por dois espermatozoides. Isso leva a um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) com material genético exclusivamente paterno, sem componentes fetais.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição rara que se origina de uma fertilização anormal. A mola completa é caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas, sem a presença de tecido fetal. Sua importância clínica reside no risco de malignização para coriocarcinoma. A fisiopatologia da mola hidatiforme completa envolve a fertilização de um óvulo "vazio" (sem material genético) por um espermatozoide haploide (que duplica seu próprio material genético, resultando em 46,XX) ou por dois espermatozoides haploides (resultando em 46,XX ou 46,XY). O material genético é, portanto, exclusivamente paterno. Isso leva a uma proliferação trofoblástica descontrolada. O diagnóstico é feito por ultrassonografia (aspecto de "tempestade de neve") e níveis elevados de hCG. O tratamento inicial é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. O acompanhamento pós-esvaziamento é crucial, com dosagens semanais de hCG até a normalização e, posteriormente, mensais por seis a doze meses, devido ao risco de doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma. O prognóstico é geralmente bom se a doença for detectada e tratada precocemente, mas o monitoramento rigoroso é essencial.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença genética entre mola hidatiforme completa e parcial?

A mola completa possui um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) com material genético exclusivamente paterno, resultante da fertilização de um óvulo sem núcleo. A mola parcial é triploide (69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY), com um conjunto de cromossomos maternos e dois paternos, geralmente com algum tecido fetal.

Quais são as características histopatológicas da mola hidatiforme completa?

Histologicamente, a mola completa é caracterizada por edema difuso e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas, proliferação trofoblástica difusa e ausência de vasos sanguíneos fetais e de tecido embrionário/fetal.

Qual o risco de doença trofoblástica gestacional persistente após uma mola completa?

O risco de desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente (DTGP) é significativamente maior após uma mola hidatiforme completa (cerca de 15-20%) em comparação com a mola parcial (menos de 5%). O acompanhamento com hCG é fundamental.

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