UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
A fisiopatologia da mola hidatiforme completa é representada por
Mola hidatiforme completa = óvulo sem material genético + 1 ou 2 espermatozoides → cariótipo 46,XX ou 46,XY, exclusivamente paterno.
A mola hidatiforme completa resulta da fertilização de um óvulo que perdeu seu material genético por um espermatozoide haploide (que se duplica) ou por dois espermatozoides. Isso leva a um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) com material genético exclusivamente paterno, sem componentes fetais.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição rara que se origina de uma fertilização anormal. A mola completa é caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas, sem a presença de tecido fetal. Sua importância clínica reside no risco de malignização para coriocarcinoma. A fisiopatologia da mola hidatiforme completa envolve a fertilização de um óvulo "vazio" (sem material genético) por um espermatozoide haploide (que duplica seu próprio material genético, resultando em 46,XX) ou por dois espermatozoides haploides (resultando em 46,XX ou 46,XY). O material genético é, portanto, exclusivamente paterno. Isso leva a uma proliferação trofoblástica descontrolada. O diagnóstico é feito por ultrassonografia (aspecto de "tempestade de neve") e níveis elevados de hCG. O tratamento inicial é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. O acompanhamento pós-esvaziamento é crucial, com dosagens semanais de hCG até a normalização e, posteriormente, mensais por seis a doze meses, devido ao risco de doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma. O prognóstico é geralmente bom se a doença for detectada e tratada precocemente, mas o monitoramento rigoroso é essencial.
A mola completa possui um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) com material genético exclusivamente paterno, resultante da fertilização de um óvulo sem núcleo. A mola parcial é triploide (69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY), com um conjunto de cromossomos maternos e dois paternos, geralmente com algum tecido fetal.
Histologicamente, a mola completa é caracterizada por edema difuso e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas, proliferação trofoblástica difusa e ausência de vasos sanguíneos fetais e de tecido embrionário/fetal.
O risco de desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente (DTGP) é significativamente maior após uma mola hidatiforme completa (cerca de 15-20%) em comparação com a mola parcial (menos de 5%). O acompanhamento com hCG é fundamental.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo