SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
A NEOPLASIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL, é um tumor funcionante, produtor de HCG e que compreende dois tipos de mola: a mola completa e a mola parcial. A respeito da mola completa é correto afirmar que:
Mola Completa: mais comum, grandes vesículas, ausência de feto/âmnio, ↑ beta-HCG, hiperplasia trofoblástica grosseira.
A mola hidatiforme completa é caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto, sem tecido embrionário ou fetal. É a forma mais comum de mola e está associada a níveis muito elevados de beta-HCG e maior risco de transformação em neoplasia trofoblástica gestacional persistente, incluindo o coriocarcinoma.
A neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) engloba um espectro de doenças que variam desde a mola hidatiforme benigna até o coriocarcinoma maligno. A mola hidatiforme completa é a forma mais comum e clinicamente relevante, sendo crucial para estudantes e residentes reconhecer suas características distintivas para um manejo adequado. É um tumor funcionante, produtor de HCG, que se origina da proliferação anormal do trofoblasto placentário. O diagnóstico da mola completa baseia-se em achados clínicos como sangramento vaginal, útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis séricos de beta-HCG extremamente elevados. Ultrassonograficamente, observa-se uma massa intrauterina com múltiplas áreas císticas (aspecto de 'cacho de uvas') e ausência de feto ou saco amniótico. A fisiopatologia envolve a fertilização de um óvulo vazio por um ou dois espermatozoides, resultando em um cariótipo diploide de origem paterna (46,XX ou 46,XY). O tratamento inicial consiste na evacuação uterina por aspiração a vácuo. O acompanhamento rigoroso dos níveis de beta-HCG é fundamental para detectar a persistência da doença ou a transformação maligna. A persistência de níveis elevados ou em platô de beta-HCG após a evacuação indica a necessidade de quimioterapia, sendo o metotrexato ou dactinomicina os agentes de primeira linha. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a vigilância é essencial devido ao risco de recorrência e metástases.
A mola completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal, cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) e hiperplasia trofoblástica difusa. A mola parcial pode apresentar tecido fetal, cariótipo triploide (69,XXY) e hiperplasia trofoblástica focal.
Níveis séricos de beta-HCG são tipicamente muito elevados na mola completa, frequentemente excedendo 100.000 mUI/mL, e servem como um marcador importante para o diagnóstico e acompanhamento pós-tratamento.
A mola completa tem um risco significativamente maior de evoluir para neoplasia trofoblástica gestacional persistente (cerca de 15-20%), incluindo o coriocarcinoma, em comparação com a mola parcial (risco de 0,5-5%).
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