Mola Hidatiforme: Diferenças Essenciais e Risco Neoplásico

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a doença trofoblástica gestacional, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: (1) Mola Hidatiforme Parcial. (2) Mola Hidatiforme Completa. (_) Apresenta tecido fetal ou embrionário. (_) Cariótipo diploide. (_) Cariótipo triploide. (_) Maior risco de evolução neoplásica entre as variáveis de Mola Hidatiforme. (_) Hiperplasia Trofoblástica difusa.

Alternativas

  1. A) 1 - 1 - 2 - 2 - 1.
  2. B) 1 - 2 - 1 - 2 - 2.
  3. C) 2 - 1 - 1 - 2 - 1.
  4. D) 2 - 2 - 2 - 1 - 2.

Pérola Clínica

Mola Completa: 46,XX/XY (paterno), sem tecido fetal, alto risco NTG. Mola Parcial: 69,XXY/XXX (triploide), tecido fetal, baixo risco NTG.

Resumo-Chave

A diferenciação entre mola hidatiforme completa e parcial é crucial para o prognóstico e manejo, especialmente devido ao risco de evolução para neoplasia trofoblástica gestacional, que é significativamente maior na mola completa. A presença de tecido fetal e o cariótipo são marcadores distintivos.

Contexto Educacional

A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que incluem a mola hidatiforme (completa ou parcial), a mola invasora, o coriocarcinoma e o tumor trofoblástico de sítio placentário. A mola hidatiforme é a forma mais comum, caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. A compreensão de suas variantes é fundamental para o diagnóstico e manejo, impactando diretamente o prognóstico da paciente. A mola hidatiforme completa resulta da fertilização de um óvulo 'vazio' por um ou dois espermatozoides, levando a um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) de origem exclusivamente paterna, sem tecido fetal. Apresenta hiperplasia trofoblástica difusa e edema de vilosidades generalizado. Já a mola hidatiforme parcial ocorre pela fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides, resultando em um cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XXX), com presença de tecido fetal e hiperplasia trofoblástica focal. O manejo inicial de ambas as formas envolve a evacuação uterina, preferencialmente por aspiração a vácuo. O acompanhamento pós-molar com dosagens semanais de beta-hCG é crucial para detectar a persistência ou recorrência da doença e a evolução para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG). A mola completa tem um risco de 15-20% de evoluir para NTG, enquanto a parcial tem um risco menor (0,5-5%), o que justifica a vigilância rigorosa.

Perguntas Frequentes

Quais as principais diferenças histopatológicas entre mola hidatiforme completa e parcial?

A mola completa apresenta hiperplasia trofoblástica difusa e edema de vilosidades generalizado, sem tecido fetal. A mola parcial tem hiperplasia focal e edema focal, com presença de tecido fetal.

Qual o cariótipo típico da mola hidatiforme completa e parcial?

A mola completa geralmente tem cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY), de origem paterna. A mola parcial é triploide (69,XXY ou 69,XXX), com um conjunto de cromossomos materno e dois paternos.

Qual tipo de mola hidatiforme tem maior risco de evolução para neoplasia trofoblástica gestacional?

A mola hidatiforme completa apresenta um risco significativamente maior (15-20%) de evoluir para neoplasia trofoblástica gestacional, como o coriocarcinoma, em comparação com a mola parcial (0,5-5%).

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