Mola Hidatiforme: Diferenças entre Completa e Parcial

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

Em relação a doença trofoblástica gestacional, é INCORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Na mola completa, há desenvolvimento de embrião, membranas e cordão umbilical.
  2. B) Do ponto de vista genético, a mola completa tem seus cromossomos exclusivamente de origem paterna, fenômeno conhecido como androgênese, e em sua maioria as molas desse tipo são 46,XX.
  3. C) A mola hidatiforme pode ser dividida em mola completa e mola parcial.
  4. D) Do ponto de vista genético, aproximadamente 90% das molas parciais se originam da fecundação de um óvulo normal por dois espermatozoides, resultando em uma célula triploide (69,XXX ou 69,XXY, enquanto os 10% restantes são tetraploides.
  5. E) A ultrassonografia é o exame mais utilizado no diagnóstico da gestação molar.

Pérola Clínica

Mola completa: NÃO há embrião, membranas ou cordão umbilical.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme completa é caracterizada pela ausência de tecido embrionário ou fetal, membranas e cordão umbilical. Geneticamente, é resultado da fertilização de um óvulo "vazio" por um ou dois espermatozoides, levando a um cariótipo diploide (geralmente 46,XX) de origem exclusivamente paterna (androgênese).

Contexto Educacional

A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições, sendo as molas hidatiformes (completa e parcial) as mais comuns. A distinção entre elas é crucial devido às diferenças em seu potencial de malignidade e manejo. A mola completa, com maior risco de progressão para neoplasia trofoblástica gestacional, é caracterizada pela ausência de embrião, membranas e cordão umbilical, e por uma proliferação trofoblástica difusa e atipia. Do ponto de vista genético, a mola hidatiforme completa é diploide (geralmente 46,XX ou 46,XY), com todos os cromossomos de origem paterna (androgênese), devido à fertilização de um óvulo anucleado. Já a mola hidatiforme parcial é triploide (geralmente 69,XXX ou 69,XXY), resultado da fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides, apresentando material genético materno e paterno. Na mola parcial, pode haver desenvolvimento de tecido fetal rudimentar e as vilosidades coriônicas apresentam edema focal. A ultrassonografia é o principal método diagnóstico, mostrando a imagem de "tempestade de neve" na mola completa e achados mais variados na parcial. O acompanhamento pós-esvaziamento com dosagem de beta-hCG é essencial para ambas, mas o risco de persistência e malignização é significativamente maior na mola completa, exigindo vigilância mais rigorosa.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença morfológica entre mola completa e parcial?

Na mola completa, não há tecido fetal, membranas ou cordão umbilical, e as vilosidades coriônicas são difusamente edemaciadas. Na mola parcial, pode haver tecido fetal rudimentar e as vilosidades apresentam edema focal.

Como se dá a origem genética da mola hidatiforme completa?

A mola completa resulta da fertilização de um óvulo sem material genético (óvulo "vazio") por um espermatozoide que se duplica (46,XX) ou por dois espermatozoides (46,XY), sendo todo o material genético de origem paterna (androgênese).

Qual o cariótipo mais comum na mola hidatiforme parcial?

A mola hidatiforme parcial geralmente tem um cariótipo triploide (69,XXX ou 69,XXY), resultante da fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides.

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