Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020
Paciente Maria do Socorro, G1POA1, 22 anos, deu entrada na urgência com quadro de sangramento transvaginal intenso, atraso menstrual de 16 semanas e taquicardia. Ao exame: PA = 150 X 90 mmHG, FC= 120 bpm, colo amolecido e fechado, fundo uterino acima da altura da cicatriz umbilical e massa em anexo direito. Exames de admissão: β-Hcg positivo e hematócrito baixo. O diagnóstico mais provável é:
Mola hidatiforme: sangramento + útero > IG + hipertensão precoce + β-HCG alto = suspeita forte.
A mola hidatiforme deve ser fortemente suspeitada em gestantes com sangramento transvaginal intenso no segundo trimestre, útero com tamanho maior que o esperado para a idade gestacional, hipertensão arterial precoce e níveis muito elevados de β-HCG. A presença de massa anexial pode corresponder a cistos teca-luteínicos, comuns nessa condição.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, uma condição caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Embora rara, é importante por seu potencial de malignização. Existem dois tipos principais: mola completa (sem tecido fetal) e mola parcial (com algum tecido fetal anômalo). O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações e garantir o tratamento adequado. Clinicamente, a mola hidatiforme pode se manifestar com sangramento vaginal irregular, útero de tamanho desproporcionalmente grande para a idade gestacional, hiperemese gravídica severa e, em casos mais avançados, sinais de pré-eclâmpsia precoce (hipertensão e proteinúria antes de 20 semanas). Laboratorialmente, o β-HCG sérico encontra-se extremamente elevado. A ultrassonografia é o método diagnóstico de escolha, mostrando o padrão característico de 'tempestade de neve' ou 'cacho de uvas' na cavidade uterina. O tratamento primário consiste na esvaziamento uterino por aspiração a vácuo ou curetagem. Após o esvaziamento, é essencial o acompanhamento rigoroso dos níveis de β-HCG para detectar e tratar precocemente a doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais, solicitar os exames corretos e iniciar o manejo adequado para garantir a melhor evolução para a paciente.
Os principais sinais e sintomas incluem sangramento vaginal irregular, útero maior do que o esperado para a idade gestacional, náuseas e vômitos intensos (hiperemese gravídica), e, em casos mais avançados, hipertensão arterial, proteinúria e edema antes das 20 semanas de gestação.
Na mola hidatiforme, os níveis de β-HCG são tipicamente muito mais elevados do que o esperado para a idade gestacional, frequentemente atingindo valores acima de 100.000 mUI/mL. Este aumento exagerado é um marcador importante para o diagnóstico.
A ultrassonografia é fundamental para o diagnóstico da mola hidatiforme, revelando a ausência de feto ou embrião (na mola completa), a presença de múltiplas vesículas anecoicas (aspecto de 'cacho de uvas' ou 'tempestade de neve') preenchendo a cavidade uterina e, por vezes, cistos teca-luteínicos nos ovários.
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