Mola Hidatiforme: Sinais Clínicos e Diagnóstico

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Pacientes com mola hidatiforme geralmente se apresentam a consulta pré-natal com períodos menstruais ausentes, um teste de gravidez positivo e sinais e sintomas consistentes com gravidez precoce ou complicações precoces da gravidez. São características clínicas da mola hidatiforme, exceto:

Alternativas

  1. A) Tamanho uterino maior que o esperado para a idade gestacional.
  2. B) Desconforto pélvico.
  3. C) Hipotireoidismo.
  4. D) Cistos tecaluteínicos.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme → útero > IG, sangramento, hiperemese, cistos tecaluteínicos, hipertireoidismo. Hipotireoidismo NÃO é característica.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional com características clínicas como útero maior que o esperado para a idade gestacional, sangramento vaginal, hiperemese e cistos tecaluteínicos. O hipertireoidismo pode ocorrer devido à alta produção de hCG, mas o hipotireoidismo não é uma característica associada.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme, ou gravidez molar, é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Pode ser completa ou parcial, com a completa não contendo tecido fetal e a parcial apresentando algum tecido fetal anormal. É uma condição importante na obstetrícia devido ao risco de malignidade e à necessidade de acompanhamento rigoroso pós-evacuação. As pacientes com mola hidatiforme geralmente se apresentam com amenorreia, teste de gravidez positivo e sangramento vaginal irregular. As características clínicas incluem tamanho uterino maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica grave, ausência de batimentos cardíacos fetais e, em alguns casos, pré-eclâmpsia precoce. A presença de cistos tecaluteínicos nos ovários é comum, resultantes da estimulação ovariana pelo hCG elevado. O diagnóstico é feito pela ultrassonografia, que revela uma massa intrauterina com múltiplos cistos (aspecto de "tempestade de neve") e ausência de feto viável na mola completa. O tratamento primário é a evacuação uterina, geralmente por aspiração a vácuo. O acompanhamento pós-evacuação com dosagens semanais de hCG é crucial para detectar doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna, sendo o hipertireoidismo uma complicação potencial devido aos altos níveis de hCG, e não o hipotireoidismo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da mola hidatiforme?

Os sinais incluem sangramento vaginal irregular, tamanho uterino maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica grave, ausência de batimentos cardíacos fetais e, em casos avançados, sintomas de hipertireoidismo ou pré-eclâmpsia precoce.

Por que o hipertireoidismo pode ser uma complicação da mola hidatiforme?

O hipertireoidismo ocorre devido aos níveis extremamente elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG), que possui uma subunidade alfa semelhante à do TSH, estimulando a tireoide e levando à tireotoxicose.

O que são cistos tecaluteínicos e qual sua relação com a mola hidatiforme?

Cistos tecaluteínicos são cistos ovarianos benignos que se desenvolvem em resposta à estimulação excessiva dos ovários por altos níveis de hCG, sendo uma característica comum da mola hidatiforme e geralmente regridem após a evacuação.

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