Mola Hidatiforme: Sinais e Diagnóstico na Gestação

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Gestante de 40 anos de idade, sem comorbidades, refere atraso menstrual de 16 semanas, porém ainda não iniciou pré- natal. Procura atendimento médico de emergência com quadro de vômitos incoercíveis e sangramento vaginal intermitente de pequena intensidade. Ao exame, apresenta fundo uterino de 20cm, batimentos cardiofetais inaudíveis ao sonar e pressão arterial = 150/100mmHg. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Pré-eclâmpsia.
  2. B) Placenta prévia.
  3. C) Mola Hidatiforme.
  4. D) Êmese gravídica.

Pérola Clínica

Gestante com FU > IG, BCF inaudíveis, sangramento, vômitos e hipertensão precoce → Mola Hidatiforme.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme deve ser suspeitada em gestantes com sangramento vaginal irregular, vômitos intensos, útero maior que o esperado para a idade gestacional e ausência de batimentos cardíacos fetais, especialmente se houver hipertensão precoce.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Embora rara, é uma condição importante a ser reconhecida devido ao seu potencial de malignização. A incidência é maior em mulheres em extremos de idade reprodutiva e em algumas regiões geográficas. O diagnóstico da mola hidatiforme baseia-se em uma combinação de achados clínicos e exames complementares. Clinicamente, a tríade clássica inclui sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional e hiperêmese gravídica. A ausência de batimentos cardíacos fetais e a presença de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas são sinais de alerta importantes. A ultrassonografia é o método diagnóstico de escolha, revelando o padrão característico de 'tempestade de neve'. O manejo da mola hidatiforme envolve a evacuação uterina, geralmente por aspiração a vácuo, seguida de acompanhamento rigoroso dos níveis de beta-hCG para monitorar a regressão da doença e detectar possível persistência ou malignização. O residente deve estar apto a suspeitar e diagnosticar precocemente essa condição para garantir o tratamento adequado e prevenir complicações graves, como a doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da mola hidatiforme?

Os principais sinais incluem sangramento vaginal irregular, vômitos incoercíveis (hiperêmese gravídica), útero maior que o esperado para a idade gestacional, ausência de batimentos cardíacos fetais e, em casos mais avançados, sinais de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas de gestação.

Como a idade materna avançada se relaciona com a mola hidatiforme?

A idade materna avançada, especialmente acima de 40 anos, é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de mola hidatiforme. Mulheres em extremos de idade reprodutiva (muito jovens ou mais velhas) têm maior incidência.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico da mola hidatiforme?

A ultrassonografia é fundamental para o diagnóstico, revelando um útero preenchido por múltiplas vesículas anecóicas (aspecto de 'tempestade de neve' ou 'cacho de uvas'), ausência de feto ou embrião (na mola completa) e, por vezes, cistos teca-luteínicos ovarianos.

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