HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Situação que não tem relação com o quadro de mola hidatiforme:
Mola hidatiforme não causa hipertensão pulmonar primária; pode causar hipertiroidismo, cistos teca-luteínicos e hiperemese.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional que pode levar a diversas complicações devido à produção excessiva de hCG, como hipertiroidismo, cistos teca-luteínicos e hiperemese gravídica. A hipertensão pulmonar não é uma complicação direta ou comum da mola hidatiforme.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Existem dois tipos principais: mola completa e mola parcial. É uma condição rara, mas importante, devido ao risco de malignização para doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma. A fisiopatologia envolve a fertilização anormal do óvulo, resultando em um cariótipo anômalo e desenvolvimento trofoblástico desordenado. A produção excessiva de hCG é a base para muitas de suas complicações. O diagnóstico é feito por ultrassonografia (imagem de "tempestade de neve") e níveis séricos elevados de hCG. As complicações incluem hiperemese gravídica grave, hipertiroidismo (devido à semelhança estrutural entre hCG e TSH), cistos teca-luteínicos (estimulação ovariana por hCG), e pré-eclâmpsia de início precoce. A hipertensão pulmonar primária não é uma complicação direta da mola hidatiforme, embora embolia trofoblástica possa causar sintomas respiratórios agudos. O tratamento envolve a evacuação uterina e acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG.
A mola hidatiforme produz níveis muito elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG), que possui uma subunidade alfa semelhante à do TSH, podendo estimular os receptores de TSH na tireoide e levar ao hipertiroidismo.
Cistos teca-luteínicos são cistos ovarianos benignos que se desenvolvem devido à estimulação ovariana excessiva pelos altos níveis de hCG produzidos pela mola hidatiforme. Eles geralmente regridem espontaneamente após a remoção da mola.
As manifestações comuns incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica grave e, em casos mais avançados, sinais de hipertiroidismo ou pré-eclâmpsia precoce.
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