INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Gestante de 42 anos, G3P2A1, diabética, com história de pré-eclâmpsia leve e gestação molar prévia, fazendo uso de hormônio tireoidiano, apresentou sangramento vaginal abundante há cerca de 30 dias. O episódio foi interpretado como abortamento espontâneo sem necessidade de curetagem uterina. Refere que estava grávida de apenas 8 semanas. Comparece a maternidade nesse momento relatando que continua apresentando sangramento vaginal. Diante do caso apresentado, é CORRETO para o controle do sangramento:
Sangramento vaginal persistente pós-abortamento + história de mola + idade avançada → suspeitar mola hidatiforme, USG essencial.
A história de gestação molar prévia e idade materna avançada (42 anos) são fatores de risco importantes para mola hidatiforme. Sangramento vaginal persistente após um suposto abortamento espontâneo deve levantar a suspeita de doença trofoblástica gestacional, sendo a ultrassonografia o exame chave para o diagnóstico.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas. Sua incidência varia globalmente, sendo mais comum em algumas regiões da Ásia. É crucial para o residente reconhecer os fatores de risco e a apresentação clínica, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações, como a transformação em neoplasia trofoblástica gestacional. O diagnóstico de mola hidatiforme deve ser suspeitado em pacientes com sangramento vaginal irregular no primeiro ou segundo trimestre, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese gravídica, e níveis de beta-hCG desproporcionalmente elevados. Fatores de risco importantes incluem idade materna avançada (acima de 40 anos) ou muito jovem (abaixo de 20 anos) e história prévia de gestação molar. A ultrassonografia é o método diagnóstico de escolha, revelando o padrão característico de "tempestade de neve" ou "cacho de uva" no útero. O manejo da mola hidatiforme envolve o esvaziamento uterino, geralmente por aspiração a vácuo, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG para detectar persistência da doença ou desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional. A falha em diagnosticar a mola pode levar a complicações sérias, incluindo metástases. Portanto, a vigilância e a investigação ativa em casos suspeitos são imprescindíveis na prática obstétrica.
Os principais fatores de risco incluem idade materna em extremos (inferior a 20 ou superior a 40 anos), história prévia de gestação molar, deficiência de vitamina A e história de abortamentos espontâneos.
A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico da mola hidatiforme, revelando a presença de vesículas anecóicas (aspecto de "cacho de uva" ou "tempestade de neve") e ausência de feto ou embrião em mola completa, ou feto anômalo em mola parcial.
O sangramento vaginal persistente, muitas vezes irregular e de coloração escura, é um sintoma comum da mola hidatiforme. Ele ocorre devido à proliferação anormal do trofoblasto e à degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas.
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