CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Paciente com diagnóstico de Mola Hidatiforme, submetida à aspiração a vácuo, sem intercorrências. Qual é o protocolo do seguimento pós molar em relação ao BHCG?
Seguimento pós-molar: BHCG semanal até 3 negativos, depois mensal por 6 meses.
O seguimento pós-molar é crucial para detectar precocemente a doença trofoblástica gestacional persistente. O protocolo padrão envolve dosagens semanais de BHCG até que se obtenham três resultados negativos consecutivos, seguidas por dosagens mensais por um período de seis meses.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG), caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Após o esvaziamento uterino, geralmente por aspiração a vácuo, o seguimento rigoroso é fundamental para detectar a persistência da doença ou sua evolução para formas malignas, como a mola invasora ou o coriocarcinoma. O principal marcador para esse seguimento é a gonadotrofina coriônica humana (BHCG), cujos níveis devem ser monitorados de perto. A fisiopatologia da mola envolve uma fertilização anormal que resulta em um desenvolvimento trofoblástico excessivo e ausência ou desenvolvimento fetal anômalo. O diagnóstico é feito por ultrassonografia e confirmação histopatológica. O BHCG é produzido pelo tecido trofoblástico, e sua persistência ou elevação após o esvaziamento indica a presença de tecido trofoblástico ativo, que pode ser residual ou maligno. O protocolo de seguimento pós-molar estabelece que o BHCG deve ser dosado semanalmente até que se obtenham três resultados negativos consecutivos. Após essa fase, a dosagem passa a ser mensal, por um período de seis meses. Durante todo o período de seguimento, a paciente deve ser orientada a utilizar métodos contraceptivos eficazes, preferencialmente hormonais, para evitar uma nova gestação que poderia mascarar a elevação do BHCG. A persistência ou elevação dos níveis de BHCG após o esvaziamento é indicativa de doença trofoblástica gestacional persistente e requer avaliação e tratamento adicionais, que podem incluir quimioterapia.
O BHCG é o marcador tumoral mais sensível para a doença trofoblástica gestacional. Seus níveis refletem a atividade do tecido trofoblástico e são cruciais para monitorar a regressão da mola ou detectar a persistência da doença.
O seguimento do BHCG é realizado semanalmente até três resultados negativos consecutivos, e então mensalmente por seis meses. Em casos de mola invasora ou coriocarcinoma, o seguimento pode ser estendido por um ano.
O seguimento visa prevenir e detectar precocemente a doença trofoblástica gestacional persistente, que pode se manifestar como mola invasora ou coriocarcinoma, condições malignas que exigem quimioterapia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo