UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Paciente de 44 anos, com sangramento genital irregular na gestação atual e achados ultrassonográficos com conteúdo hiperecogênico e múltiplas vesículas anecóicas de permeio; dosagem de gonadotrofina coriônica humana (HCG) de 182.000 mUI/mL. A conduta adequada nesse caso é
Sangramento irregular na gestação + USG com vesículas + HCG muito elevado (>100.000) → Mola hidatiforme = Esvaziamento uterino.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por sangramento genital irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, níveis de HCG extremamente elevados e achados ultrassonográficos típicos de múltiplas vesículas anecóicas. A conduta inicial e essencial é o esvaziamento uterino para remover o tecido molar.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição rara mas importante na ginecologia e obstetrícia. Caracteriza-se por uma proliferação anormal do trofoblasto, com degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas. Sua importância reside no potencial de malignização para doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, exigindo manejo e acompanhamento rigorosos. A fisiopatologia envolve uma fertilização anômala, resultando em um cariótipo anormal (geralmente 46,XX ou 46,XY de origem paterna exclusiva na mola completa). O diagnóstico é suspeitado clinicamente por sangramento vaginal irregular no primeiro ou segundo trimestre, útero maior que o esperado e hiperemese. A dosagem de HCG mostra níveis extremamente elevados, e a ultrassonografia revela o padrão clássico de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' dentro do útero. A conduta adequada e inicial é o esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração a vácuo, para remover o tecido molar. Após o esvaziamento, é crucial o acompanhamento semanal dos níveis de HCG até a normalização e por um período de seis a doze meses, para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente qualquer persistência ou malignização. Residentes devem estar cientes da importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento pós-esvaziamento para garantir o melhor prognóstico para a paciente.
Os achados clínicos incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica e, ocasionalmente, sintomas de hipertireoidismo. Laboratorialmente, o nível de gonadotrofina coriônica humana (HCG) é tipicamente muito elevado, frequentemente acima de 100.000 mUI/mL.
A ultrassonografia é crucial para o diagnóstico, revelando um útero preenchido por um conteúdo hiperecogênico heterogêneo com múltiplas áreas císticas anecóicas, que dão a aparência de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva', sem a presença de um feto viável (na mola completa).
A conduta inicial e mais importante é o esvaziamento uterino, geralmente realizado por aspiração a vácuo. Este procedimento visa remover todo o tecido molar do útero, sendo fundamental para o tratamento e para prevenir complicações como a doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna.
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