UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 35a, retorna assintomática para consulta ambulatorial de acompanhamento por diagnóstico de mola hidatiforme. Em uso de injetável trimestral como método contraceptivo desde a alta. Antecedentes: esvaziamento uterino aspirativo há 40 dias. Anatomopatológico=mola hidatiforme completa. Exame físico e ginecológico: normais. Radiograma de tórax: normal. Ultrassonografia (realizada há 5 dias): útero em anteroversoflexão, medindo 84x41x56mm com volume de 100,29cm³, miométrio de textura heterogênea, apresentando área heterogênea em parede posterior, medindo 24x17x3mm, com vasos com trajeto irregular visualizados ao Doppler colorido, e linha endometrial de 3,6mm; ovários sem alterações. Exames de hCG seriado, conforme tabela abaixo:A CONDUTA É:
Mola hidatiforme: acompanhamento com hCG seriado é crucial; contracepção eficaz é obrigatória até normalização do hCG.
Após o esvaziamento de uma mola hidatiforme, o acompanhamento com dosagens seriadas de hCG é fundamental para detectar a persistência ou recorrência da doença trofoblástica gestacional. A contracepção eficaz é imprescindível durante todo o período de acompanhamento para evitar uma nova gestação que dificultaria a interpretação dos níveis de hCG.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Após o diagnóstico e esvaziamento uterino, o acompanhamento rigoroso é essencial para detectar a persistência da doença ou sua progressão para uma DTG mais invasiva, como a mola invasora ou o coriocarcinoma. A fisiopatologia envolve uma fertilização anômala, resultando em um embrião inviável e proliferação trofoblástica. O pilar do acompanhamento pós-mola é a dosagem seriada do beta-hCG. Os níveis de hCG devem regredir progressivamente após o esvaziamento. A falha na regressão, um platô ou um aumento nos níveis de hCG são indicativos de doença persistente e exigem investigação e tratamento adicionais. Durante todo o período de acompanhamento, que pode durar de 6 a 12 meses, a contracepção eficaz é imperativa. Métodos hormonais, como o injetável trimestral mencionado na questão, são geralmente seguros e eficazes. Para residentes em Ginecologia e Obstetrícia, a compreensão detalhada do manejo da mola hidatiforme é crítica. A ultrassonografia pode ser útil para avaliar o útero, mas o hCG é o marcador bioquímico principal. A detecção precoce de DTG persistente é vital para o sucesso do tratamento, que pode envolver quimioterapia. A falha em instituir contracepção adequada é um erro comum com sérias implicações, pois uma nova gestação pode mascarar a doença e atrasar o tratamento, comprometendo o prognóstico da paciente.
O principal marcador é o beta-hCG sérico seriado. Seus níveis devem ser monitorados semanalmente até a normalização por três semanas consecutivas, e depois mensalmente por um período que varia de 6 a 12 meses, dependendo do tipo de mola.
A contracepção é crucial para evitar uma nova gestação, pois a gravidez fisiologicamente eleva os níveis de hCG, o que dificultaria a distinção entre uma nova gestação e a persistência ou progressão da doença trofoblástica gestacional (DTG).
Os sinais de alerta incluem a não regressão dos níveis de hCG, o platô dos níveis de hCG por três semanas consecutivas, o aumento dos níveis de hCG em duas dosagens consecutivas, ou a presença de metástases.
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