UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Gestante de 8 semanas, altura uterina 13 cm, apresenta sangramento via vaginal com cólicas discretas. Ao toque, colo dilatado 1 cm com eliminação de material amorfo de aspecto vesicular. O diagnóstico mais provável é:
Gestante com útero desproporcionalmente grande para IG + sangramento + eliminação de material vesicular = Mola hidatiforme.
A presença de útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional (13 cm em 8 semanas) associada à eliminação de material amorfo de aspecto vesicular via vaginal é patognomônica de mola hidatiforme. Este achado representa as vilosidades coriônicas edemaciadas e degeneradas, características da doença trofoblástica gestacional.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, caracterizada por uma proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas. Embora seja uma condição benigna na maioria dos casos, possui potencial de malignização para doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, o que exige um manejo e acompanhamento rigorosos. O diagnóstico da mola hidatiforme é frequentemente suspeitado por achados clínicos clássicos. A paciente apresenta uma altura uterina de 13 cm com apenas 8 semanas de gestação, o que é um útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional. Além disso, o sangramento vaginal com cólicas discretas e, crucialmente, a eliminação de material amorfo de aspecto vesicular são sinais patognomônicos da mola, representando as vilosidades edemaciadas. Outros sintomas podem incluir hiperemese gravídica (náuseas e vômitos intensos) devido aos níveis muito elevados de hCG. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia, que mostra a imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva", e pela dosagem de hCG sérico, que geralmente está muito elevado. O tratamento envolve a evacuação uterina, seguida de acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para detectar qualquer persistência da doença.
Os sinais e sintomas incluem sangramento vaginal irregular, útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional, náuseas e vômitos intensos (hiperemese gravídica), e a eliminação de material vesicular pela vagina.
A ultrassonografia é crucial para o diagnóstico, revelando uma imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero, devido às vilosidades coriônicas edemaciadas, e ausência de feto ou embrião em mola completa.
As principais complicações incluem hemorragia, infecção, tireotoxicose e, mais seriamente, o desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, que requer acompanhamento rigoroso do hCG.
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