FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022
Gestante de 10 semanas foi à maternidade com sangramento vaginal, vômitos e cefaléia intensa. Refere que o sangramento é esquisito e que saem bolinhas transparentes pela vagina junto com o sangramento. Ao exame: PA 150 x 110 mmHg, fundo de útero 16 cm. Toque: colo uterino entreaberto com saída de sangre tipo água de carne. Qual o diagnóstico?
Mola hidatiforme = Útero > IG + sangramento "água de carne" + vesículas + hipertensão precoce + vômitos intensos.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto. Os sinais clássicos incluem útero maior que o esperado para a idade gestacional, sangramento vaginal com eliminação de vesículas (bolinhas transparentes), vômitos e hiperemese gravídica, e hipertensão arterial precoce.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas. Sua incidência varia geograficamente, sendo mais comum na Ásia. É clinicamente importante devido ao risco de malignização para doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, exigindo diagnóstico e tratamento precoces. O diagnóstico da mola hidatiforme é suspeitado por uma combinação de sinais clínicos e laboratoriais. Clinicamente, a paciente pode apresentar sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica severa e, em alguns casos, hipertensão arterial precoce (antes de 20 semanas). A eliminação de vesículas hidrópicas pela vagina é patognomônica. Laboratorialmente, os níveis de beta-hCG são tipicamente muito elevados. A ultrassonografia pélvica revela uma imagem de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero. O tratamento primário da mola hidatiforme é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. O acompanhamento pós-esvaziamento é crucial, com dosagens semanais de beta-hCG até a negativação por três semanas consecutivas, seguido de dosagens mensais por 6 a 12 meses, para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente qualquer persistência ou malignização. A contracepção é recomendada durante o período de acompanhamento.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal irregular, eliminação de vesículas hidrópicas ("bolinhas transparentes"), útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica e, em casos mais avançados, hipertensão arterial precoce.
Os níveis de beta-hCG são geralmente muito elevados na mola hidatiforme, desproporcionais à idade gestacional, e servem tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento pós-tratamento, indicando a regressão ou persistência da doença.
As principais complicações incluem hemorragia, risco de tireotoxicose, pré-eclâmpsia precoce e, mais seriamente, a transformação em doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, que requer quimioterapia.
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