Mola Hidatiforme: Sinais Clínicos e Diagnóstico Essencial

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021

Enunciado

NÃO é manifestação clínica da mola hidatiforme:

Alternativas

  1. A) Útero diminuído de volume para a idade gestacional.
  2. B) Sangramento transvaginal de repetição e intensidade variável.
  3. C) Cistos tecaluteínicos.
  4. D) Hipertireoidismo.
  5. E) Sinais de pré-eclâmpsia.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme → útero AUMENTADO para IG, sangramento, cistos tecaluteínicos, hipertireoidismo, pré-eclâmpsia precoce.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional que cursa com proliferação anormal do trofoblasto. O útero geralmente apresenta-se maior do que o esperado para a idade gestacional devido ao crescimento do tecido molar, e não diminuído.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Embora rara, sua importância reside no potencial de malignização e nas complicações agudas que pode causar. É mais comum em extremos de idade reprodutiva e em mulheres com história prévia de mola. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de sequelas. A fisiopatologia envolve a fertilização anormal, resultando em um cariótipo geralmente diploide (mola completa) ou triploide (mola parcial). O diagnóstico é suspeitado por sinais como sangramento vaginal irregular, útero desproporcionalmente grande para a idade gestacional, hiperêmese gravídica severa e, em casos mais avançados, sinais de pré-eclâmpsia precoce ou hipertireoidismo. A ultrassonografia é o método diagnóstico principal, revelando a imagem típica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" e a ausência de feto viável na mola completa. O tratamento consiste na esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração a vácuo, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para detectar doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas o acompanhamento é essencial devido ao risco de recorrência e de desenvolvimento de coriocarcinoma. É fundamental que residentes compreendam a apresentação clínica atípica e as complicações associadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da mola hidatiforme?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperêmese gravídica, cistos tecaluteínicos e níveis muito elevados de hCG.

Por que a mola hidatiforme pode causar hipertireoidismo?

O hipertireoidismo na mola hidatiforme é causado pela semelhança estrutural entre o hCG (produzido em grandes quantidades pelo trofoblasto) e o TSH, levando à estimulação dos receptores de TSH na tireoide.

Como diferenciar a mola hidatiforme de outras condições gestacionais?

A diferenciação é feita principalmente pela ultrassonografia, que revela a imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva", e pela dosagem de hCG, que está extremamente elevada.

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