UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente com 10 semanas de idade gestacional se queixando de náuseas, vômitos, cólicas e sangramento vaginal. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 160 x 100mmHg, sangramento com aspecto de ""suco de ameixa"" e, ao toque, o útero se encontra palpável entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é:
Mola hidatiforme = útero > IG + sangramento "suco de ameixa" + pré-eclâmpsia precoce.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto. A tríade clássica inclui sangramento vaginal (muitas vezes "suco de ameixa"), útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis de beta-hCG desproporcionalmente elevados, podendo levar a pré-eclâmpsia precoce.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional, uma condição caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto após a fertilização. Pode ser completa (sem tecido fetal) ou parcial (com algum tecido fetal anormal). Sua importância clínica reside no potencial de malignização para coriocarcinoma, exigindo diagnóstico precoce e acompanhamento rigoroso. Os sintomas clássicos incluem sangramento vaginal indolor, muitas vezes com aspecto de "suco de ameixa" ou eliminação de vesículas, útero maior que o esperado para a idade gestacional e hiperemese gravídica severa. Complicações como pré-eclâmpsia precoce (antes de 20 semanas), hipertireoidismo e cistos teca-luteínicos ovarianos são comuns devido aos altos níveis de beta-hCG. O diagnóstico é feito pela combinação de clínica, níveis séricos de beta-hCG (geralmente >100.000 mUI/mL) e ultrassonografia, que revela a imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no interior do útero. O tratamento primário é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo ou curetagem. O acompanhamento pós-esvaziamento com dosagens semanais de beta-hCG é crucial para detectar doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal de cor escura ("suco de ameixa"), útero maior que o esperado para a idade gestacional, náuseas e vômitos intensos (hiperemese gravídica) e, em casos avançados, pré-eclâmpsia precoce.
A pré-eclâmpsia precoce na mola hidatiforme é atribuída à grande massa trofoblástica que libera fatores antiangiogênicos, levando à disfunção endotelial sistêmica, semelhante à pré-eclâmpsia da gestação normal, mas em idade gestacional mais jovem.
O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia, que mostra uma imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero, e por níveis séricos de beta-hCG desproporcionalmente elevados para a idade gestacional.
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