Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
A mola hidatiforme é uma complicação da gravidez com potencial para evolução para doença com comportamento maligno. O tratamento consiste no vácuo-aspiração do conteúdo uterino seguido do acompanhamento clinico cujo objetivo mais importante consiste em detectar precocemente os casos que apresentem persistência da doença. Sobre o seguimento da mola hidatiforme é INCORRETO afirmar:
Mola hidatiforme: seguimento βhCG semanal até 3 negativos, depois mensal por 6 meses (casos espontâneos).
O seguimento da mola hidatiforme é essencial para detectar a persistência da doença ou a evolução para doença trofoblástica gestacional. A dosagem semanal de βhCG é realizada até a negativação por três vezes consecutivas, seguida de acompanhamento mensal por um período que varia conforme o risco e a evolução.
A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Embora benigna em sua maioria, possui potencial de evolução para doença persistente ou maligna, como o coriocarcinoma. O tratamento inicial consiste no esvaziamento uterino, preferencialmente por vácuo-aspiração, seguido de um rigoroso acompanhamento. O objetivo principal do seguimento é a detecção precoce da persistência da doença, que é monitorada através da dosagem sérica do hormônio gonadotrofina coriônica humana (βhCG). Após o esvaziamento, o βhCG deve ser dosado semanalmente até que se obtenham três resultados negativos consecutivos. Para os casos que apresentam regressão espontânea e negativação do βhCG, o seguimento mensal é geralmente recomendado por seis meses. A persistência de níveis elevados ou a elevação do βhCG após a negativação indicam a necessidade de investigação e tratamento para doença trofoblástica gestacional persistente. É crucial que a paciente utilize métodos contraceptivos eficazes durante todo o período de seguimento para evitar uma nova gravidez que poderia mascarar a elevação do βhCG.
O βhCG é o marcador tumoral mais importante no seguimento da mola hidatiforme, pois seus níveis refletem a atividade do tecido trofoblástico. A queda progressiva do βhCG indica regressão da doença, enquanto a persistência ou elevação sugere doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna.
Inicialmente, o βhCG deve ser dosado semanalmente até que haja três dosagens consecutivas negativas. Após a negativação, para casos de regressão espontânea, o seguimento mensal é recomendado por seis meses. Em casos de alto risco ou doença persistente, o seguimento pode ser estendido por um período maior, como um ano ou mais.
Fatores de pior prognóstico incluem níveis muito elevados de βhCG pré-esvaziamento (>100.000 mUI/mL), útero grande para a idade gestacional, presença de cistos tecaluteínicos maiores que 6 cm, idade materna avançada (>40 anos) e, especificamente, a resolução próxima ao termo com esvaziamento tardio, que aumenta o risco de doença persistente.
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