HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Paciente 25 anos, com queixa de cefaléia há 03 dias, hemorragia genital intensa indolor há 2 horas. Nega gestações prévias e uso de método contraceptivo. Relata atraso menstrual há 4 meses, com vida sexual ativa e ciclos menstruais regulares previamente. Encontra-se ansiosa, hipocorada 2+, hipertensa (PA 160 x 110 mmHg) e taquicárdica (Pulso 130 bom). Abdome com massa palpável da sínfise púbica até 4 cm acima da cicatriz umbilical. Ausência de BCF ao método de Pinard. Ao exame especular, sangramento moderado no colo. Ao toque, colo impérvio.
Mola hidatiforme → útero > idade gestacional, sangramento indolor, hipertensão precoce, beta-hCG muito elevado, ausência BCF.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por proliferação anormal do trofoblasto. A suspeita clínica surge com sangramento vaginal, útero maior que o esperado para a idade gestacional, ausência de batimentos cardíacos fetais e, por vezes, sintomas como hipertensão e hiperemese gravídica precoces.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) que representa uma proliferação anormal do trofoblasto, tecido que normalmente forma a placenta. Embora rara, é crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem seus sinais e sintomas devido ao risco de complicações, incluindo a transformação maligna em coriocarcinoma. A epidemiologia varia globalmente, sendo mais comum em certas regiões e em extremos de idade reprodutiva. O diagnóstico da mola hidatiforme baseia-se em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e de imagem. Clinicamente, a paciente pode apresentar sangramento vaginal indolor, útero maior do que o esperado para a idade gestacional, ausência de batimentos cardíacos fetais e, em alguns casos, sintomas de hipertensão precoce ou hiperemese gravídica. Laboratorialmente, os níveis de beta-hCG são tipicamente muito elevados. A ultrassonografia pélvica é fundamental, revelando uma imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero, sem feto viável em molas completas. O tratamento primário para a mola hidatiforme é o esvaziamento uterino, geralmente por aspiração a vácuo, seguido de curetagem. Após o esvaziamento, é essencial um acompanhamento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a persistência do trofoblasto ou o desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente (DTGP) ou coriocarcinoma, que exigirão quimioterapia. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal indolor, útero maior que o esperado para a idade gestacional, ausência de batimentos cardíacos fetais, níveis muito elevados de beta-hCG e, em casos mais graves, hipertensão e hiperemese gravídica precoces.
O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos, níveis séricos de beta-hCG (geralmente muito elevados) e ultrassonografia pélvica, que mostra uma imagem característica de "tempestade de neve" ou "cachos de uva" no útero.
A conduta inicial é o esvaziamento uterino por aspiração a vácuo ou curetagem, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis de beta-hCG para detectar e tratar precocemente qualquer doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna.
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