UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Paciente com atraso menstrual de 9 semanas apresenta sangramento transvaginal importante com eliminação de conteúdo vesicular. Possui β-HCG qualitativo reagente e ausência de embrião à ultrassonografia pélvica. Sobre o caso de mola hidatiforme acima, assinale a resposta CORRETA.
Mola hidatiforme: sangramento + conteúdo vesicular + β-HCG ↑ + USG sem embrião → Diferenciar de abortamento e gestação ectópica.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por sangramento e eliminação de vesículas, β-HCG elevado e ausência de embrião. Seus principais diagnósticos diferenciais são abortamento (especialmente o retido ou incompleto) e gestação ectópica, que também podem apresentar sangramento e β-HCG positivo.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Pode ser completa ou incompleta. A mola completa é mais comum, não apresenta tecido fetal e é diploide de origem paterna. A incompleta geralmente tem tecido fetal e é triploide. A apresentação clássica inclui atraso menstrual, sangramento transvaginal, eliminação de vesículas, útero maior que o esperado e níveis muito elevados de β-HCG. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por ultrassonografia, que mostra uma massa uterina heterogênea com múltiplas áreas císticas anecóicas ("tempestade de neve" ou "cachos de uva") e ausência de embrião na mola completa. Os diagnósticos diferenciais são cruciais e incluem abortamento (especialmente retido ou incompleto, que também podem ter sangramento e β-HCG positivo) e gestação ectópica, que também cursa com atraso menstrual e sangramento. Após o esvaziamento uterino, o acompanhamento é rigoroso com dosagens seriadas de β-HCG quantitativo para monitorar a regressão e detectar a persistência da doença, que pode evoluir para neoplasia trofoblástica gestacional, incluindo coriocarcinoma com potencial metastático. Metotrexato é a droga de escolha para tratamento da doença persistente de baixo risco.
Clinicamente, sangramento transvaginal indolor, eliminação de vesículas, útero maior que o esperado para a idade gestacional e hiperemese. Ultrassonograficamente, imagem em "tempestade de neve" ou "cachos de uva" e ausência de embrião/feto na mola completa.
Ambos podem cursar com atraso menstrual, sangramento transvaginal e β-HCG positivo, exigindo ultrassonografia para diferenciar a localização da gestação e a presença de tecido molar.
O acompanhamento é feito com dosagens semanais de β-HCG quantitativo até a normalização por três semanas consecutivas, seguido de dosagens mensais por 6 a 12 meses para detectar persistência da doença.
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