Mola Hidatiforme: Diagnóstico e Tratamento por AMIÚ

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Gestante de 8 semanas, de acordo com a data da última menstruação, vem para consulta em pronto-socorro referindo quadro de náuseas e vômitos intensos desde o início da gestação. Ao exame físico, evidenciada altura uterina aumentada para a idade gestacional. Optado pela solicitação de ultrassom transvaginal, sendo identificados múltiplos cistos de dimensões diferentes e ausência de embrião. No caso, a conduta mais adequada seria: 

Alternativas

  1. A) Prescrição de Misoprostol e aguardar eliminação do material.
  2. B) Encaminhar a paciente para curetagem uterina.
  3. C) Conduta expectante.
  4. D) Realização de aspiração manual intrauterina.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme (náuseas/vômitos intensos, AU aumentada, USG cistos) → Aspiração manual intrauterina (AMIU) é a conduta preferencial.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por náuseas e vômitos intensos, altura uterina maior que a esperada e sangramento vaginal. O ultrassom revela múltiplos cistos e ausência de embrião. A conduta de escolha para o esvaziamento uterino é a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou aspiração elétrica a vácuo, devido à menor taxa de complicações.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição anormal da gravidez que se origina da proliferação do trofoblasto. Epidemiologicamente, sua incidência varia globalmente, sendo mais comum em algumas regiões da Ásia. É clinicamente importante devido ao risco de transformação maligna para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG). A fisiopatologia envolve uma fertilização anormal, resultando em um crescimento excessivo do trofoblasto e degeneração hidrópica das vilosidades coriônicas. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por sintomas como hiperemese gravídica, sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis de beta-hCG muito elevados. O ultrassom transvaginal é confirmatório, mostrando a imagem característica de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva' e ausência de feto viável. A conduta mais adequada para a mola hidatiforme é o esvaziamento uterino, preferencialmente por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou aspiração elétrica a vácuo. A curetagem por raspagem é menos recomendada devido ao maior risco de complicações. Após o esvaziamento, é fundamental o acompanhamento rigoroso com dosagens seriadas de beta-hCG para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente qualquer sinal de persistência ou desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional, que exigiria tratamento quimioterápico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas que sugerem mola hidatiforme?

Os sinais incluem náuseas e vômitos intensos (hiperemese gravídica), sangramento vaginal, altura uterina maior que a esperada para a idade gestacional e, por vezes, ausência de batimentos cardíacos fetais.

Como o ultrassom auxilia no diagnóstico da mola hidatiforme?

O ultrassom transvaginal é crucial, revelando uma imagem característica de 'tempestade de neve' ou 'cachos de uva', com múltiplos cistos anecoicos e ausência de embrião ou feto viável, além de um útero aumentado.

Por que a aspiração manual intrauterina (AMIU) é a conduta preferencial para mola hidatiforme?

A AMIÚ é preferencial por ser um método seguro e eficaz para o esvaziamento uterino, com menor risco de complicações como perfuração uterina, hemorragia e sinéquias, comparada à curetagem convencional.

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