HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2017
No Brasil ocorreu uma mudança nos modelos de saúde que começaram com os IAPs que se fundiram no INPS, que mudou para INAMPS e que foi substituído pelo SUS. Os modelos envolvidos nessa mudança foram na sequência:
Evolução da saúde no Brasil: IAPs (previdenciário) → INAMPS (seguro-saúde) → SUS (seguridade social universal).
A trajetória dos modelos de saúde no Brasil reflete uma transição do modelo previdenciário (IAPs), focado em trabalhadores formais, para o modelo seguro-saúde (INAMPS), que expandiu a cobertura mas ainda com lógica de seguro, culminando no modelo de seguridade social (SUS), que preconiza a saúde como direito universal e dever do Estado.
A história dos modelos de saúde no Brasil é marcada por uma evolução significativa, refletindo as mudanças sociais, políticas e econômicas do país. Inicialmente, a assistência à saúde era predominantemente caritativa ou privada. Com a criação das Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPs) e, posteriormente, dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) a partir da década de 1920, emergiu um modelo previdenciário. Este modelo era restrito aos trabalhadores formais e seus dependentes, com foco na assistência curativa e hospitalocêntrica. Na década de 1960, os IAPs foram unificados no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), e a assistência médica foi centralizada no Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) em 1977. Este período representou uma transição para um modelo de seguro-saúde, onde a cobertura foi ampliada, mas ainda mantinha a lógica contributiva e a fragmentação entre ações de saúde pública e assistência médica. A grande transformação ocorreu com a Reforma Sanitária Brasileira e a promulgação da Constituição Federal de 1988, que estabeleceu a saúde como direito de todos e dever do Estado, culminando na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990. O SUS representa o modelo de seguridade social, pautado nos princípios da universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social, buscando oferecer acesso universal e gratuito a todos os níveis de atenção à saúde, independentemente da contribuição previdenciária.
O modelo previdenciário, representado pelos IAPs, era caracterizado pela cobertura restrita aos trabalhadores formais contribuintes e seus dependentes. A assistência era fragmentada e focada na doença, não na promoção ou prevenção.
O INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) unificou os IAPs, centralizando a gestão e expandindo a cobertura para um número maior de segurados. Embora ainda baseado na lógica de seguro-saúde, representou um avanço na organização da assistência.
O modelo de seguridade social do SUS é baseado nos princípios da universalidade (saúde como direito de todos), integralidade (atenção completa), equidade (redução de desigualdades), descentralização (gestão municipal) e participação social (controle social).
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