UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2017
Sabemos que existem vários modelos de Atenção e Vigilânicia da Saúde. Sobre eles, assinale a alternativa correta:
Modelo médico-assistencial privatista = mais prestigiado, mas não contempla o conjunto dos problemas de saúde de toda a população.
O modelo médico-assistencial privatista, embora amplamente valorizado, foca na doença e no indivíduo, não abrangendo a saúde coletiva e a integralidade da população, diferentemente dos princípios do SUS que buscam a universalidade e a atenção completa.
Os modelos de atenção e vigilância da saúde são estruturas conceituais que orientam a organização e a prática dos serviços de saúde em uma sociedade. No Brasil, a discussão sobre esses modelos é intrínseca à história da saúde pública e à construção do Sistema Único de Saúde (SUS). Compreender as características de cada modelo é crucial para a atuação profissional e para a compreensão das políticas de saúde. Historicamente, o Brasil passou por diferentes modelos, desde o sanitarista campanhista, focado no controle de epidemias, até o médico-assistencial privatista, que se consolidou com a expansão da medicina curativa e individual. Este último, embora prestigiado, é criticado por não contemplar a integralidade das necessidades de saúde da população e por ser excludente. A Reforma Sanitária Brasileira, que culminou na criação do SUS, buscou superar essas limitações, propondo um modelo baseado na universalidade, integralidade, equidade e descentralização. O SUS, com seus princípios e diretrizes, representa um avanço significativo, buscando integrar a atenção primária, secundária e terciária, e valorizando a vigilância em saúde (epidemiológica, sanitária e ambiental) como ferramenta essencial para a promoção e proteção da saúde coletiva. A territorialização e a integralidade são pilares para a organização da atenção, garantindo que os serviços sejam acessíveis e resolutivos para a população em seu contexto social e geográfico.
Os princípios do SUS incluem universalidade (acesso para todos), integralidade (atenção completa, da promoção à reabilitação), equidade (tratar desigualmente os desiguais), descentralização (gestão municipal) e participação social, visando uma saúde pública abrangente.
Caracteriza-se pela centralidade no médico e na doença, com foco na cura individual e uso intensivo de tecnologia. É predominantemente curativo e hospitalocêntrico, muitas vezes excluindo aspectos de promoção e prevenção e não abrangendo toda a população de forma equitativa.
A territorialização permite organizar os serviços de saúde de acordo com as necessidades de uma população específica em um dado território. A integralidade garante que o indivíduo seja atendido em todas as suas necessidades de saúde, desde a prevenção e promoção até o tratamento e reabilitação, de forma contínua e articulada.
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