INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Em uma reunião de equipe de saúde da família, os profissionais discutem as dificuldades de organização do atendimento no modelo de agendamento adotado pela secretaria municipal da saúde. Nesse modelo, no início do período, todas as vagas estão preenchidas com consultas pré-agendadas e os casos eventuais e urgentes são inseridos em agendamento duplo. Isso tem causado atrasos no fechamento da unidade no fim da tarde, pois o médico precisa encaixar os pacientes não agendados previamente em algum horário durante o dia. A equipe se queixa do estresse no acolhimento dos pacientes, e que são expostos a muitas reclamações na sala de espera. Também é apontado o número excessivo de faltas entre os agendados. A equipe, então, decide mudar o sistema de agendamento, reservando 40% das vagas para consultas de urgência, devido à alta demanda desse tipo de atendimento na comunidade, e 60% para consultas pré-agendadas. Dessa forma, pretende-se oferecer cuidado estruturado tanto para os pacientes com condições crônicas como para aqueles com condições agudas.Considerando os sistemas de agendamento, qual foi a mudança proposta pela equipe e qual o desafio frente à proposta escolhida?
Modelo carve-out: reserva vagas para urgência, mas exige dimensionamento preciso para evitar desperdício.
O modelo carve-out de agendamento reserva uma porcentagem de vagas para atendimento de demanda espontânea ou urgência, enquanto o restante é pré-agendado. Embora vise melhorar o acesso a casos agudos, o desafio reside no dimensionamento correto dessas vagas para evitar ociosidade ou sobrecarga, impactando a eficiência e a satisfação do paciente.
A organização do agendamento é crucial para a eficiência e o acesso na Atenção Primária à Saúde (APS). Modelos inadequados frequentemente geram filas, insatisfação dos usuários e sobrecarga da equipe de saúde. A discussão sobre sistemas de agendamento visa otimizar o fluxo de pacientes, garantindo tanto o cuidado contínuo para condições crônicas quanto o acesso rápido para demandas agudas e urgentes. O modelo tradicional de agendamento, onde todas as vagas são pré-preenchidas, frequentemente leva a "encaixes" e atrasos, gerando estresse na equipe e reclamações dos pacientes. O modelo carve-out, proposto pela equipe na questão, aloca uma porcentagem de vagas para urgências ou demanda espontânea. A fisiopatologia dos problemas de agendamento reside na desorganização do fluxo de trabalho e na falta de dimensionamento adequado da demanda real da população, levando a gargalos e ineficiências. A transição para o carve-out busca equilibrar o atendimento de condições crônicas e agudas. No entanto, o prognóstico de sucesso desse modelo depende diretamente do dimensionamento preciso das vagas reservadas. O principal ponto de atenção é o risco de desperdício de vagas se a demanda for superestimada, ou a sobrecarga da equipe se subestimada, exigindo monitoramento constante e ajustes para manter a eficiência e a qualidade do atendimento.
Os principais modelos incluem o agendamento tradicional (fixo), o acesso aberto (demanda espontânea), o acesso avançado (agendamento no dia desejado pelo paciente) e o carve-out (reserva de vagas para demandas específicas, como urgências).
O modelo carve-out é caracterizado pela reserva de uma porcentagem fixa de vagas na agenda para atender demandas específicas, como urgências ou casos eventuais, enquanto o restante das vagas é destinado a consultas pré-agendadas. Isso busca equilibrar o atendimento de condições agudas e crônicas.
O principal desafio do modelo carve-out é o dimensionamento preciso da demanda para as vagas reservadas. Um erro nesse dimensionamento pode levar ao desperdício de vagas não preenchidas ou à sobrecarga da equipe, gerando insatisfação e atrasos, como descrito na questão.
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