UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
A identificação do grau de motivação e do estágio de mudança comportamental possibilita a escolha de estratégias de cuidado mais efetivas na intervenção quanto ao hábito de fumar. Segundo o modelo transteórico comportamental de Proschaska, o estágio de mudança e a conduta médica mais indicada para auxiliar na cessação do tabagismo, respectivamente, são:
Estágio de Preparação → verificar estratégias de mudança e trabalhar ambivalência para cessação do tabagismo.
No estágio de preparação, o indivíduo já decidiu mudar e busca estratégias. A conduta médica deve focar em auxiliar na escolha de métodos viáveis e eficazes, além de abordar a ambivalência natural do processo de mudança, reforçando a autoeficácia.
O Modelo Transteórico de Prochaska e DiClemente é uma ferramenta fundamental na saúde coletiva e medicina de família para entender e intervir em mudanças comportamentais, como a cessação do tabagismo. Ele postula que a mudança não é um evento único, mas um processo dinâmico que ocorre em estágios, sendo essencial para personalizar as estratégias de cuidado. A identificação correta do estágio de prontidão do paciente permite ao profissional de saúde aplicar intervenções mais eficazes e menos confrontadoras. Os cinco estágios principais são: pré-contemplação (não pensa em mudar), contemplação (pensa em mudar nos próximos 6 meses), preparação (planeja mudar no próximo mês), ação (já mudou há menos de 6 meses) e manutenção (mudou há mais de 6 meses). A entrevista motivacional é a abordagem preferencial, pois respeita a autonomia do paciente e trabalha a ambivalência, um aspecto central na mudança de hábitos. No estágio de preparação, por exemplo, o foco é auxiliar o paciente a desenvolver um plano de ação concreto e identificar recursos e barreiras. Para residentes, dominar este modelo é crucial para a prática clínica, especialmente em atenção primária. Permite uma abordagem mais empática e eficaz em diversas condições crônicas e comportamentos de risco. A compreensão dos estágios e das estratégias adequadas para cada um otimiza o tempo da consulta e melhora os resultados em saúde, evitando frustrações tanto para o paciente quanto para o profissional.
Os estágios são pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção, com a possibilidade de recaída. Cada estágio descreve o nível de prontidão de um indivíduo para mudar um comportamento.
A entrevista motivacional é uma abordagem centrada no paciente que se alinha perfeitamente com o modelo de Prochaska, pois ajuda a identificar o estágio de mudança e a usar estratégias específicas para avançar o paciente para o próximo estágio, trabalhando a ambivalência.
Identificar o estágio de mudança é crucial para personalizar a intervenção, tornando-a mais efetiva. Abordagens inadequadas para o estágio do paciente podem gerar resistência e frustração, enquanto uma intervenção alinhada aumenta as chances de sucesso.
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