HST - Hospital Santa Teresa (RJ) — Prova 2016
O modelo "sanitarista" de Saúde Pública, institucionalizado no Brasil durante o século XX, enfrentou os problemas de saúde da população mediante campanhas e programas especiais. Esse modelo tem por característica:
Modelo Sanitarista (Brasil Séc. XX) → campanhas focadas em doenças específicas, sem visão integral da saúde.
O modelo sanitarista, predominante no Brasil no século XX, caracterizava-se por ações verticalizadas e campanhas pontuais para controle de doenças infecciosas e epidemias. Sua principal limitação era a fragmentação da atenção e a falta de uma abordagem holística que considerasse os múltiplos determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde da população.
O modelo sanitarista de Saúde Pública, institucionalizado no Brasil durante o século XX, representou uma fase importante na organização das ações de saúde. Caracterizava-se pela intervenção estatal direta, frequentemente de caráter verticalizado e centralizado, com foco em campanhas e programas especiais para o controle de doenças infecciosas e epidemias, como febre amarela, varíola e malária. As ações eram direcionadas para a erradicação de agentes patogênicos e vetores, com pouca ou nenhuma consideração pelos determinantes sociais da saúde. A principal característica desse modelo era a sua fragmentação e a incapacidade de contemplar a totalidade da situação da saúde da população. As intervenções eram pontuais, reativas e voltadas para problemas específicos, sem uma visão integral do indivíduo ou da comunidade. Não havia preocupação com a promoção da saúde em sentido amplo, nem com a organização de um sistema de atenção contínuo e universal. A ênfase era na doença e não na saúde, refletindo uma abordagem mais biomédica e menos social. As limitações do modelo sanitarista, juntamente com outros fatores sociais e políticos, impulsionaram o movimento da Reforma Sanitária Brasileira, que culminou na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição de 1988. O SUS, por sua vez, propôs uma abordagem universal, integral, equitativa e descentralizada da saúde, buscando superar as deficiências dos modelos anteriores e promover uma visão mais abrangente e socialmente contextualizada da saúde.
O modelo sanitarista focava em campanhas e programas especiais para o controle de doenças infecciosas e epidemias, com ações verticalizadas e centralizadas, sem uma visão abrangente dos problemas de saúde.
Ele priorizava a erradicação de doenças específicas, negligenciando os determinantes sociais, econômicos e culturais da saúde, e não promovia uma atenção integral e contínua ao indivíduo e à comunidade.
O modelo sanitarista e suas limitações foram um dos fatores que impulsionaram a reforma sanitária brasileira e a criação do SUS, que propôs uma abordagem universal, integral e equitativa da saúde.
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