AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2019
Em 1966, os Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs) foram unificados no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). É característica deste modelo de saúde previdenciária: I. a valorização da saúde coletiva com ações de promoção da saúde. II. priorização das necessidades em saúde da população rural. III. privilegiamento da prática médica individual. IV. estímulo à criação de um complexo médico-industrial. É CORRETO apenas o que se afirma em:
O modelo previdenciário (INPS) focava na prática médica individual e estimulou o complexo médico-industrial, sem valorizar a saúde coletiva ou rural.
O modelo previdenciário de saúde, consolidado com o INPS em 1966, era contributivo e restrito aos trabalhadores formais. Caracterizava-se por um foco curativo e individualista, com forte estímulo à medicina privada e ao desenvolvimento de um complexo médico-industrial, em detrimento da saúde coletiva e da população rural.
O modelo de saúde previdenciária no Brasil, consolidado com a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) em 1966, representou uma fase importante na história da saúde pública brasileira, antecedendo a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Caracterizava-se por ser um sistema contributivo, restrito aos trabalhadores formais e seus dependentes, excluindo grande parte da população. Este modelo tinha como foco principal a assistência médico-hospitalar curativa e individual, com pouca ou nenhuma ênfase em ações de saúde coletiva, promoção da saúde ou prevenção de doenças. A lógica era a de "seguro-saúde", onde o acesso aos serviços estava vinculado à contribuição previdenciária, e não à necessidade universal de saúde. Uma característica marcante foi o estímulo à criação de um complexo médico-industrial, com a contratação de serviços privados para atender à demanda dos segurados. Isso levou à expansão do setor privado de saúde e à mercantilização da assistência. Compreender esse modelo é essencial para entender as bases históricas que levaram à Reforma Sanitária e à concepção do SUS, que buscou superar as limitações e iniquidades desse sistema.
O modelo previdenciário atendia principalmente os trabalhadores urbanos com carteira assinada e seus dependentes, que contribuíam para a previdência social. Era um sistema excludente, não universal.
O foco principal era a assistência médico-hospitalar curativa e individual, com ênfase no tratamento de doenças já instaladas, em detrimento de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças em nível coletivo.
O modelo previdenciário estimulou a formação de um complexo médico-industrial, com a contratação de serviços de hospitais e clínicas privadas para atender aos segurados, fortalecendo o setor privado e a mercantilização da saúde.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo