SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2016
Na relação médico-paciente, o médico que toma as decisões durante a consulta visando ao bem estar do paciente está seguindo o modelo:
Modelo paternalista → médico decide pelo paciente visando seu bem, sem priorizar autonomia.
No modelo paternalista, o médico assume uma postura de "pai", tomando decisões que considera melhores para o paciente, muitas vezes sem plena participação ou consentimento informado, priorizando o benefício em detrimento da autonomia.
A relação médico-paciente é um pilar central da prática médica, e a forma como essa interação se estrutura tem evoluído ao longo do tempo. O modelo paternalista, historicamente predominante, caracteriza-se pela assimetria de poder e conhecimento, onde o médico assume a responsabilidade de decidir o que é melhor para o paciente, muitas vezes sem a sua participação ativa. Embora a intenção seja benevolente, visando o bem-estar do paciente, este modelo frequentemente desconsidera a autonomia individual. No modelo paternalista, o médico age como um "pai" ou "guardião", utilizando seu conhecimento técnico para determinar o curso de ação mais benéfico, mesmo que isso signifique limitar a capacidade do paciente de tomar suas próprias decisões. Este modelo contrasta com abordagens mais contemporâneas, como o modelo informativo, interpretativo e deliberativo, que buscam maior participação e empoderamento do paciente. A bioética moderna, com seus princípios de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, tem questionado o paternalismo puro. Atualmente, busca-se um equilíbrio onde o médico oferece informações completas e claras, discute as opções e auxilia o paciente a tomar uma decisão informada que esteja alinhada com seus valores e preferências, respeitando sua autonomia.
No modelo paternalista, o médico age como um guardião, tomando decisões em nome do paciente com base no que ele acredita ser o melhor interesse do paciente, muitas vezes sem considerar plenamente a autonomia ou as preferências do paciente.
No modelo informativo, o médico apresenta todas as informações relevantes e o paciente toma a decisão final, com o médico atuando como um consultor técnico. No paternalista, o médico decide pelo paciente.
A autonomia do paciente é um pilar fundamental da bioética moderna, garantindo que o paciente tenha o direito de tomar decisões sobre sua própria saúde, após receber informações claras e compreensíveis, respeitando seus valores e preferências.
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