Modelo Médico-Previdenciário: O Que é Privativismo?

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

O termo “privativista ” para designar a vertente médico previdenciária da saúde no Brasil explica-se pelo seguinte fato:

Alternativas

  1. A) Os institutos ligados a essa vertente optavam por comprar serviços privados de saúde.
  2. B) Os recursos para o financiamento das estruturas de saúde proviam dos trabalhadores e empresas.
  3. C) A gestão dos institutos ligados à previdência foi repassada ao setor privado.
  4. D) Esse modelo atendia a uma parcela da população, obrigando os mais pobres a buscarem o setor privado.
  5. E) O setor atendido pelos institutos foi o setor de trabalhadores da indústria o que fortaleceu o parque industrial brasileiro.

Pérola Clínica

Modelo médico-previdenciário = compra de serviços privados para atender segurados da previdência.

Resumo-Chave

O modelo médico-previdenciário no Brasil, anterior ao SUS, era 'privativista' porque os Institutos de Previdência Social (como o INPS) não construíam hospitais próprios em larga escala, mas sim contratavam e compravam serviços de saúde do setor privado para atender seus segurados.

Contexto Educacional

A história da saúde no Brasil é marcada por diferentes modelos de organização e financiamento antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988. Um dos modelos mais relevantes foi o médico-previdenciário, que se consolidou a partir da década de 1930 com a criação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs) e, posteriormente, do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Este modelo era contributivo, financiado por trabalhadores e empregadores, e atendia apenas os segurados da previdência social. O termo "privativista" é crucial para entender a dinâmica desse modelo. Ele se refere ao fato de que os institutos previdenciários, em vez de construírem e gerenciarem uma vasta rede própria de hospitais e clínicas, optavam majoritariamente por contratar e comprar serviços de saúde do setor privado. Essa estratégia visava expandir rapidamente a oferta de serviços para os segurados, mas também impulsionou o crescimento do setor privado de saúde no país. Essa característica "privativista" gerou uma dependência significativa do setor público em relação ao privado para a oferta de assistência médica, o que teve implicações importantes para a organização e o financiamento da saúde no Brasil. A transição para o SUS representou uma ruptura com esse modelo, buscando a universalização do acesso e a construção de uma rede pública de serviços, embora a relação com o setor privado ainda seja um tema complexo e relevante na saúde brasileira.

Perguntas Frequentes

O que caracterizava o modelo médico-previdenciário no Brasil antes do SUS?

Caracterizava-se por ser contributivo (financiado por trabalhadores e empregadores), segmentado (atendia apenas segurados da previdência) e 'privativista', pela compra de serviços do setor privado.

Por que o termo 'privativista' era usado para esse modelo?

O termo 'privativista' era usado porque os Institutos de Previdência Social, em vez de desenvolverem uma rede própria de serviços de saúde, optavam por contratar e comprar serviços do setor privado para atender seus beneficiários.

Qual a principal diferença entre o modelo previdenciário e o SUS?

O modelo previdenciário era contributivo e segmentado, atendendo apenas segurados. O SUS, por sua vez, é universal, público e financiado por impostos, garantindo acesso à saúde para toda a população.

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