SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Jairnilson Paim, no capítulo do Livro Políticas e Sistema de Saúde no Brasil, analisa o termo "modelos de atenção à saúde" e suas diferentes propostas e concepções. Sobre as características do Modelo Médico Assistencial Privatista, é CORRETO afirmar que:
Modelo Médico Assistencial Privatista → ênfase em procedimentos especializados, fragmentação do cuidado, não contempla problemas populacionais.
O Modelo Médico Assistencial Privatista, conforme analisado por Paim, é caracterizado pela centralidade na doença e no procedimento, com foco no atendimento individual e curativo, negligenciando a promoção da saúde e a prevenção, além de não abordar as necessidades de saúde da população de forma integral.
Jairnilson Paim é uma referência fundamental nos estudos sobre políticas e sistemas de saúde no Brasil. Seus trabalhos analisam criticamente os diferentes modelos de atenção à saúde, com destaque para o Modelo Médico Assistencial Privatista. Este modelo, predominante antes da criação do SUS e ainda influente na saúde suplementar, é caracterizado pela centralidade no médico e na doença, com foco em procedimentos curativos e especializados. As características desse modelo incluem a fragmentação do cuidado, a valorização da alta tecnologia, a medicalização da vida e a desconsideração dos determinantes sociais da saúde. Ele não se preocupa com a saúde da população como um todo, mas sim com a doença do indivíduo que busca o serviço, gerando altos custos e ineficiência. Para residentes, compreender os modelos de atenção é crucial para entender a evolução do sistema de saúde brasileiro e as bases conceituais do SUS, que busca superar as limitações do modelo privatista através da Atenção Primária à Saúde e da integralidade. Questões sobre Paim e os modelos de atenção são comuns em provas de saúde coletiva.
As principais características incluem a centralidade na doença, o foco em procedimentos especializados e alta tecnologia, a fragmentação do cuidado, a valorização do atendimento individual e curativo, e a negligência das necessidades de saúde coletivas e preventivas.
Este modelo é predominante na saúde suplementar, onde o acesso aos serviços é mediado por planos de saúde e a lógica de mercado incentiva a medicalização e a realização de procedimentos, muitas vezes sem a devida coordenação do cuidado.
Paim critica a incapacidade do modelo de abordar os problemas de saúde da população de forma integral, sua ênfase na doença em detrimento da saúde, e a fragmentação do cuidado que resulta em ineficiência e iniquidade.
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