HFR - Hospital Felício Rocho (MG) — Prova 2019
Assinale a afirmativa que se refere a alguma(s) característica(s) do modelo médico- assistencial hospitalocêntrico no Brasil:
O modelo hospitalocêntrico, focado na doença e no hospital, ainda é hegemônico no Brasil, apesar dos esforços para fortalecer a APS.
O modelo hospitalocêntrico prioriza o hospital como centro da atenção à saúde, com foco na doença e procedimentos de alta complexidade. No Brasil, apesar da existência do SUS e da Atenção Primária à Saúde, a cultura e a estrutura do sistema ainda refletem essa hegemonia, resultando em altos custos e menor efetividade para o perfil epidemiológico atual.
O modelo médico-assistencial hospitalocêntrico é uma abordagem da organização dos serviços de saúde que prioriza o hospital como o principal local de atendimento e o foco na doença e na cura, em detrimento da prevenção, promoção da saúde e atenção primária. No Brasil, apesar dos avanços e da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que preconiza a Atenção Primária à Saúde (APS) como ordenadora do cuidado, o modelo hospitalocêntrico ainda se mantém como o hegemônico, influenciando a alocação de recursos, a formação profissional e a percepção da população sobre o que é "saúde de qualidade". A hegemonia do modelo hospitalocêntrico no Brasil tem raízes históricas e se manifesta na supervalorização da tecnologia de alta complexidade, na fragmentação do cuidado e na dificuldade de estabelecer uma rede de atenção à saúde verdadeiramente integrada. Isso resulta em um sistema que, muitas vezes, é reativo à doença em vez de proativo na saúde, gerando custos elevados e nem sempre respondendo de forma eficaz às necessidades de uma população com crescente prevalência de doenças crônicas e condições que se beneficiariam mais de um cuidado contínuo e preventivo. Para superar o modelo hospitalocêntrico, o SUS tem investido no fortalecimento da APS, na formação de equipes multidisciplinares e na implementação de redes de atenção à saúde. No entanto, os desafios persistem, incluindo a necessidade de maior financiamento para a APS, a mudança de cultura tanto dos profissionais de saúde quanto da população, e a integração efetiva dos diferentes níveis de atenção. A transição para um modelo mais centrado na pessoa e na comunidade é fundamental para a sustentabilidade e efetividade do sistema de saúde brasileiro.
O modelo hospitalocêntrico é caracterizado pela centralidade do hospital na prestação de serviços de saúde, foco na doença e na cura, predominância de intervenções de alta complexidade, fragmentação do cuidado e pouca ênfase na prevenção e promoção da saúde.
Ele é um desafio porque gera altos custos, é menos efetivo para o perfil epidemiológico atual (doenças crônicas), dificulta a integralidade do cuidado e desvaloriza a atenção primária, que seria mais custo-efetiva para a maioria das necessidades de saúde da população.
O SUS busca superar o modelo hospitalocêntrico através do fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada e coordenadora do cuidado, da promoção da saúde, da prevenção de doenças e da organização de redes de atenção à saúde que integrem os diferentes níveis de complexidade.
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