Modelos de Saúde: COVID-19 e o Modelo Hospitalocêntrico

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021

Enunciado

A principal medida adotada para o enfrentamento da Covid 19 no Brasil, desenvolvida nos primeiros meses da pandemia, foi a preparação da rede hospitalar para o enfrentamento dos doentes graves, a exemplo do aumento do número de leitos de UTI, inclusive com a implantação de hospitais de campanha, ao invés de optar por modelo de enfrentamento, pari passu, de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde. Sobre esse `modelo` adotado, leia os itens abaixo:I. História Natural da DoençaII. BiomédicoIII. Prevenção TerciáriaIV. SanitaristaV. HospitalocêntricoAssinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) I, II, III, IV e V estão corretos.
  2. B) Apenas I, II, III e V estão corretos.
  3. C) Existem apenas três incorretos.
  4. D) Existem apenas dois corretos.
  5. E) Existe apenas um correto.

Pérola Clínica

O modelo brasileiro de enfrentamento da COVID-19 foi hospitalocêntrico e biomédico, focando em leitos de UTI e tratamento da doença já instalada.

Resumo-Chave

O modelo adotado no Brasil para a COVID-19 priorizou a resposta hospitalar (leitos de UTI, hospitais de campanha), caracterizando-se como hospitalocêntrico e alinhado ao modelo biomédico, que foca na doença e sua cura. Isso contrasta com uma abordagem de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, que teria um foco mais sanitarista e na prevenção em diferentes níveis.

Contexto Educacional

A pandemia de COVID-19 expôs e intensificou debates sobre os modelos de atenção à saúde e as prioridades dos sistemas de saúde. No Brasil, a principal medida adotada nos primeiros meses foi a preparação da rede hospitalar, com aumento de leitos de UTI e implantação de hospitais de campanha, visando o enfrentamento dos doentes graves. Essa estratégia, embora necessária para casos críticos, reflete uma abordagem específica que pode ser analisada sob a ótica de diferentes modelos de saúde. O modelo adotado no Brasil, ao focar na estrutura hospitalar e no tratamento da doença em sua fase avançada, é predominantemente **hospitalocêntrico (V)**. Isso significa que o hospital é o centro da atenção à saúde, concentrando recursos e esforços no cuidado de pacientes com quadros graves. Essa abordagem também se alinha ao **modelo biomédico (II)**, que concebe a doença como uma entidade biológica a ser diagnosticada e tratada, com ênfase na intervenção médica e tecnológica para a cura. A preparação de leitos de UTI e hospitais de campanha são exemplos claros dessa perspectiva, que atua na fase de prevenção terciária da história natural da doença, buscando reabilitar e minimizar sequelas de uma doença já instalada. Em contraste, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) representaria uma abordagem mais alinhada ao modelo sanitarista (IV), que foca na saúde coletiva, na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na intervenção nos determinantes sociais e ambientais. A História Natural da Doença (I) é um conceito que descreve a evolução de uma doença sem intervenção, e a prevenção terciária (III) refere-se às ações para reduzir o impacto de uma doença já estabelecida, como a reabilitação. O modelo adotado no Brasil, ao priorizar a resposta hospitalar e o tratamento de casos graves, se encaixa nos conceitos de modelo biomédico e hospitalocêntrico, atuando principalmente na prevenção terciária. Portanto, os itens II (Biomédico) e V (Hospitalocêntrico) estão corretos ao descrever o modelo de enfrentamento da COVID-19 no Brasil, conforme o enunciado.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza um modelo de saúde hospitalocêntrico?

Um modelo hospitalocêntrico é aquele que prioriza o hospital como o principal local de atenção à saúde, concentrando recursos e investimentos no tratamento de doenças já instaladas, em detrimento de ações de promoção da saúde, prevenção e atenção primária. A resposta à COVID-19 no Brasil, com foco em leitos de UTI e hospitais de campanha, exemplifica essa abordagem.

Qual a relação entre o modelo biomédico e a resposta à COVID-19 no Brasil?

O modelo biomédico foca na doença como uma entidade biológica, com ênfase no diagnóstico, tratamento e cura em nível individual. A resposta brasileira à COVID-19, ao priorizar a preparação hospitalar para casos graves e o tratamento intensivo, alinhou-se a esse modelo, buscando intervir na fase avançada da história natural da doença.

Por que o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) seria uma alternativa ao modelo adotado?

O fortalecimento da APS seria uma alternativa por focar na prevenção, promoção da saúde, detecção precoce e manejo de casos leves e moderados na comunidade. Isso reduziria a pressão sobre os hospitais, permitiria um rastreamento mais eficaz de contatos e uma abordagem mais integral e equitativa da saúde, alinhada a um modelo mais sanitarista e de prevenção em todos os níveis.

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