IBC - Instituto Benjamin Constant (RJ) — Prova 2015
Assinale a alternativa que corresponde ao modelo hegemônico de saúde.
Modelo hegemônico de saúde = ausência de doença, focado na cura e no modelo biomédico.
O modelo hegemônico de saúde, também conhecido como modelo biomédico, historicamente define saúde como a mera ausência de doença. Este modelo é centrado na figura do médico, na doença e na cura, com foco em procedimentos e tecnologias, negligenciando aspectos sociais e preventivos.
O modelo hegemônico de saúde, predominantemente biomédico, concebe a saúde como a ausência de doença, focando na intervenção curativa e na figura do médico como detentor do saber. Este modelo, embora eficaz no tratamento de doenças agudas, é frequentemente criticado por sua visão reducionista e por negligenciar os determinantes sociais, ambientais e econômicos da saúde, que são cruciais para a compreensão integral do processo saúde-doença. Historicamente, este modelo moldou a organização dos sistemas de saúde, priorizando hospitais e tecnologias de alta complexidade em detrimento da atenção primária e das ações de promoção e prevenção. Para residentes, é fundamental compreender essa base para contextualizar a evolução das políticas de saúde e a emergência de modelos mais abrangentes, como o da Saúde Coletiva e da Atenção Primária à Saúde, que buscam uma abordagem mais integral e equitativa. A transição para um modelo de saúde mais abrangente implica reconhecer a saúde como um direito e um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade. Isso exige uma mudança de paradigma, valorizando a intersetorialidade, a participação comunitária e a promoção da saúde em todos os níveis de atenção, preparando o profissional para atuar de forma mais eficaz e humanizada.
A principal característica do modelo hegemônico de saúde é a definição de saúde como a ausência de doença, focando na intervenção curativa e no modelo biomédico, com pouca ênfase na prevenção e nos determinantes sociais.
Ele se diferencia por ser restritivo, contrastando com conceitos mais amplos que incluem bem-estar físico, mental e social, qualidade de vida e saúde como um direito, que são abordagens de modelos mais integrais e da saúde coletiva.
As críticas incluem a medicalização da vida, a desconsideração dos fatores sociais e ambientais na saúde, a fragmentação do cuidado e a ênfase excessiva na doença em detrimento da promoção da saúde e prevenção.
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